Seis corpos encontrados perto do Pão de Açúcar no Rio de Janeiro

A polícia abriu uma investigação mas ainda não revelou as causas das mortes

Seis corpos foram encontrados este domingo numa praia perto do teleférico do Pão de Açúcar, uma das principais atrações turísticas do Rio de Janeiro, no Brasil, segundo os bombeiros.

"Eles [os cadáveres] estavam presos nas rochas, na costa", disse um porta-voz citado pela agência France Press.

A polícia abriu uma investigação mas ainda não revelou as causas das mortes. Segundo o Estadão, os corpos já foram identificados por familiares e serão de traficantes que estavam desaparecidos desde sexta-feira.

Confrontos entre gangues de narcotraficantes e polícias eclodiram sexta-feira nesta área inacessível, localizada perto dos enormes rochedos do Pão de Açúcar. A intensidade dos disparos foi tal que resultou numa interrupção temporária do teleférico.

A polícia militar do Rio confirmou que realizou uma operação nas favelas no bairro do Leme, uma área turística no sul da cidade, perto da famosa praia de Copacabana.

Os membros dos gangues armados fugiram para a floresta e, aparentemente, dirigiram-se para a costa do Pão de Açúcar, perseguidos por polícias em 'jet skis' e helicópteros.

Seis armas pertencentes aos traficantes, segundo a polícia, foram apreendidas.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

Premium

Rogério Casanova

Três mil anos de pesca e praia

Parecem cagalhões... Tudo podre, caralho... A minha sanita depois de eu cagar é mais limpa do que isto!" Foi com esta retórica inspiradora - uma montagem de excertos poéticos da primeira edição - que começou a nova temporada de Pesadelo na Cozinha (TVI), versão nacional da franchise Kitchen Nightmares, um dos pontos altos dessa heroica vaga de programas televisivos do início do século, baseados na criativa destruição psicológica de pessoas sem qualquer jeito para fazer aquilo que desejavam fazer - um riquíssimo filão que nos legou relíquias culturais como Gordon Ramsay, Simon Cowell, Moura dos Santos e o futuro Presidente dos Estados Unidos. O formato em apreço é de uma elegante simplicidade: um restaurante em dificuldades pede ajuda a um reputado chefe de cozinha, que aparece no estabelecimento, renova o equipamento e insulta filantropicamente todo o pessoal, num esforço generoso para protelar a inevitável falência durante seis meses, enquanto várias câmaras trémulas o filmam a arremessar frigideiras pela janela ou a pronunciar aos gritos o nome de vários legumes.