Sede de campanha de líder da oposição alvo de bombas de gás lacrimogéneo

"Urgente! Fomos atacados com bombas dentro do edifício. Neste momento os bombeiros atuam", denunciou Capriles Radonski na sua conta no Twitter.

A oposição venezuelana denunciou no sábado que o edifício onde funciona a sede de campanha do ex-candidato presidencial Henrique Capriles foi atacado com bombas de gás lacrimogéneo e tiros de borracha, quando o opositor se encontrava no interior.

O ataque terá provocado, segundo a equipa de trabalho do líder opositor, um incêndio que obrigou à intervenção dos bombeiros.

O ataque ao edifício Vivel, em Bello Monte (leste de Caracas), segundo denunciaram no Twitter, foi realizado por funcionários da Guarda Nacional Bolivariana (polícia militar) e da Polícia Nacional Bolivariana.

"Estamos a salvo, graças a Deus não há vítimas. Todos saímos a tempo. Agradecemos publicamente aos bombeiros, a todos os que ajudaram (...) Qual é a ordem de (Nicolás) Maduro? Matar-nos? Se algo se passar já sabem quem é o responsável e sabem o que têm de fazer", frisou.

O ataque foi condenado pelo secretário-geral da Organização de Estados Americanos, Luís Almagro.

"Condenamos energicamente o atentado contra a sede de Henrique Capriles e solidarizamo-nos com os que sofrem repressão por reivindicar os seus direitos", escreveu Almagro na sua conta do Twitter.

A Polícia Nacional Bolivariana reprimiu, pela terceira vez numa semana, com jactos de água e gás lacrimogéneo, milhares de opositores que marchavam em Caracas, em protesto contra o assassinato de um jovem de 19 anos por um funcionário judicial.

O ataque policial aos manifestantes, que se repetiu em várias oportunidades, teve lugar na Avenida Libertador, na zona de La Campiña, nas proximidades das instalações da agência Lusa.

Os opositores pretendiam chegar até à Defensoria do Povo (procuradoria popular) para entregar um documento contra duas sentenças recentes do Supremo Tribunal de Justiça, que limitavam a imunidade parlamentar e assumiam as funções do parlamento, e também pela realização de eleições regionais no país, que estavam previstas para o passado mês de dezembro.

"Estávamos a marchar tranquilamente e subitamente os tanques (da polícia) avançaram contra os manifestantes, com jactos de água 'picante' e houve uma chuva de gases lacrimogéneos. Muitos tivemos que correr para nos protegermos", explicou um estudante luso-descendente à agência Lusa.

Marcos Teixeira, de 22 anos, refugiu-se dos gases e da água num pequeno restaurante de uma das ruas paralelas, que foi "invadido" por dezenas de manifestantes, que tentavam manter-se juntos para impedir que fossem detidos pela polícia, enquanto dois helicópteros das forças de segurança sobrevoavam a zona.

Enquanto os manifestantes corriam, algumas pessoas abriram as portas

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