Secretário da Agricultura foi o "sobrevivente designado"

Sonny Perdue assistiu ao discurso do Estado da União à distância, para o caso de um eventual ataque contra o Capitólio

A tradição é antiga: todos os anos um membro da Administração é escolhido como "sobrevivente designado" durante o discurso do Estado da União. Enquanto todo o governo americano se junta aos 435 congressistas, cem senadores e aos nove juízes do Supremo Tribunal para assistir ao presidente a fazer o balanço do ano anterior e a lançar o próximo ano, um dos seus membros é isolado num local seguro. Este ano a honra calhou ao secretário da Agricultura, Sonny Perdue.

Depois de ganhar força nos anos da Guerra Fria, quando um ataque nuclear não era uma coisa assim tão impensável, a tradição do "sobrevivente designado" mantém-se até hoje.

Em 2017 foi o secretário dos Assuntos dos Veteranos, David Shulkin. A escolha recai sempre sobre alguém que possa assumir a presidência em caso de tragédia.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

Os aspirantes a populistas

O medo do populismo é tão grande que, hoje em dia, qualquer frase, ato ou omissão rapidamente são associados a este bicho-papão. E é, de facto, um bicho-papão, mas nem tudo ou todos aqueles a quem chamamos de populistas o são de facto. Pelo menos, na verdadeira aceção da palavra. Na semana em que celebramos 45 anos de democracia em Portugal, talvez seja importante separarmos o trigo do joio. E percebermos que há políticos com quem podemos concordar mais ou menos e outros que não passam de reles cópias dos principais populistas mundiais, que, num fenómeno de mimetismo - e de muito oportunismo -, procuram ocupar um espaço que acreditam estar vago entre o eleitorado português.