Melania: "Se queres fazer amigos em Washington, compra um cão"

A primeira-dama dos EUA deu uma entrevista à ABC News, onde falou pela primeira vez de alguns temas

"Uma mãe, uma esposa, uma filha, uma irmã, uma amiga, a primeira-dama dos Estados Unidos, carinhosa, sensível, forte, independente, atenta ao detalhe e verdadeira consigo mesma". Foi assim que se apresentou ao jornalista da ABC News. Uma entrevista onde se falou de bullying, as alegadas infidelidades de Donald Trump e até a polémica mensagem que levou estampada no seu casaco.

Recentemente, Melania Trump visitou o Gana, Malawi, Quénia e Egito, naquela que foi a primeira visita sem Donald Trump desde o início do mandato. É conhecida como uma das primeiras-damas mais reservadas que passaram pela Casa Branca, mas nem por isso o mundo lhe tem dado tréguas. Por várias vezes, já esteve debaixo dos holofotes, pela roupa que usa ou simplesmente por surgir ao lado do presidente dos EUA.

Uma mensagem para a imprensa

Na entrevista à ABC, lamentou a privacidade que perdeu desde que o marido tomou posse, que a coloca constantemente "debaixo do microscópio" e exige que "nunca mais se possa movimentar livremente". Mas, garante, não se sente "uma prisioneira". Diz ter sempre "uma voz própria" e até uma mensagem para a imprensa, que acusa de muito a criticar.

"Really don't care, do u?" (Não me importo realmente, tu sim?). E a frase, estampada num casaco que a primeira-dama utilizou em público durante a visita ao centro de detenção de crianças na fronteira entre os EUA e o México, correu o mundo. Nas redes sociais, criticavam a escolha de Melania para visitar um centro de detenção de crianças, no Texas. Talvez pela atenção que recebeu na esfera online, Melania considera ser "a pessoa que mais sofre de bullying no mundo", como disse ao jornalista da ABC. E talvez por isso também lute agora ativamente contra o cyberbullying, através da sua campanha Be Best. Lançada em maio deste ano, a iniciativa pretende tornar os adultos mais conscientes e ativos na educação dos filhos, para que estes se tornem bons cidadãos, principalmente quando atuam online.

Garante que não vestiu o casaco para as crianças, mas sim com o propósito de dar uma resposta à imprensa que a acompanhava naquele dia. "Quis mostra-lhes que não me importava", conta. Lamenta, contudo, precisar sequer de provar alguma coisa. "Preferia que se focassem no que eu faço em vez do que naquilo que eu visto. Será que se eu não tivesse utilizado o casaco teria tanta atenção?".

Melania versus Trump

É o rosto de uma campanha mundial contra o bullying, mas é precisamente por praticar bullying que o marido é mais criticado. Questionada sobre a diferença que os dois representam, Melania diz: "As ações dele são as ações dele". Quanto à campanha, garante que esta tem todo o apoio por parte do presidente.

São uma dupla na Casa Branca, mas nem sempre Melania concorda com as políticas de Donald Trump. Diz ser necessário haver um controlo rigoroso sobre quem entra no país, mas não aceita que para isso tenha que se separar pais e filhos. "Não sabia que aquela política iria sair. Disse-lhe que era inadmissível", confessa. E a verdade é que o presidente dos EUA mudou de ideias relativamente à separação de famílias na fronteira entre os EUA e o México.

E as discórdias parecem ser um reflexo do que acontece dentro da Casa Branca, onde Melania diz ser difícil confiar nas pessoas. "Se queres fazer amigos em Washington, compra um cão", começou por dizer. A ex-modelo confessou não confiar em algumas pessoas na atual administração e garante que parte dessas "já não trabalham lá".

A primeira-dama foi ainda confrontada com as alegadas infidelidades de Trump, que disse serem apenas boatos veiculados pela imprensa. Desvalorizou o assunto dizendo que não é um assunto que a preocupe. "Sou mãe e primeira-dama, e tenho coisas muito mais importantes em que pensar e para fazer", explica.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Anselmo Borges

Francisco ​​​​​​​em Pequim?

1. A perseguição aos cristãos foi particularmente feroz durante a Revolução Cultural no tempo de Mao. Mas a situação está a mudar de modo rápido e surpreendente. Desde 1976, com a morte de Mao, as igrejas começaram a reabrir e há quem pense que a China poderá tornar-se mais rapidamente do que se julgava não só a primeira potência económica mundial mas também o país com maior número de cristãos. "Segundo os meus cálculos, a China está destinada a tornar-se muito rapidamente o maior país cristão do mundo", disse Fenggang Yang, professor na Universidade de Purdue (Indiana, Estados Unidos) e autor do livro Religion in China. Survival and Revival under Communist Rule (Religião na China. Sobrevivência e Renascimento sob o Regime Comunista). Isso "vai acontecer em menos de uma geração. Não há muitas pessoas preparadas para esta mudança assombrosa".