Santos Silva: "Mais ninguém foi executado na Guiné Equatorial desde a sua adesão à CPLP"

Portugal tem expectativas positivas em relação aos resultados que deverão sair da X Cimeira da CPLP, que acontece terça e quarta-feira na cidade turística de Santa Maria, na ilha do Sal, em Cabo Verde

Um otimismo explicado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da CPLP pelo elevado nível de representação político-
-diplomática que há muito não se via em encontros do género.

O facto de Cabo Verde assumir a presidência rotativa da CPLP com um programa virado para as pessoas, a cultura e os oceanos, é outro dado que, na opinião de Augusto Santos Silva, deixa antever resultados concretos na linha do que tem marcado o funcionamento da CPLP desde a sua criação, em 1997.

Apesar de a Guiné Equatorial não ter abolido ainda a pena de morte da sua Constituição, o chefe da diplomacia português destaca como resultado concreto da CPLP o facto de o país não ter executado mais nenhum cidadão nacional desde que assinou o roteiro para a plena adesão à comunidade de países de língua portuguesa.

"Portugal, como outros países da CPLP, tem oferecido a sua colaboração para o apoio técnico-jurídico que a Guiné Equatorial entenda pedir e precisar para que se conclua o processo da abolição da pena de morte", declarou Santos Silva aos jornalistas.

"Desde que foi admitida na CPLP, em 2014, a Guiné Equatorial tem cumprido sempre a moratória que ela própria estabeleceu e mais ninguém foi executado na Guiné Equatorial desde a sua adesão à CPLP. E vejo isso como mais um resultado concreto da CPLP. Nós continuamos a dizer que é muito importante que a abolição [da pena de morte] se faça", sublinhou o governante.

Sobre a mobilidade no espaço da CPLP, o governante português afirma que Portugal e Cabo Verde têm vindo a trabalhar, desde inícios de 2017, uma proposta que deverá ser apreciada pelos chefes de Estado no decorrer da cimeira.

Na Ilha do Sal,
Cabo Verde

Ler mais

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.