Rússia nega envolvimento em ciberataque contra Yahoo

Dois agentes dos serviços secretos russos foram indiciados nos EUA pelo ataque cibernético ao gigante informático

O Kremlin negou hoje qualquer envolvimento russo em cibercrimes após os EUA indiciarem dois agentes dos serviços secretos russos pelo ataque cibernético ao gigante informático Yahoo, que comprometeu 500 milhões de contas.

"Como temos dito repetidamente, não há absolutamente qualquer envolvimento de qualquer agência russa (...), em qualquer atividade ilegal no ciberespaço", disse o porta-voz do Kremlin Dmitry Peskov aos jornalistas.

O Departamento de Justiça norte-americano anunciou na quarta-feira que indiciou quatro pessoas, incluindo dois agentes dos serviços secretos russos, pelo ataque cibernético ao gigante informático Yahoo.

De acordo com a acusação, os dois espiões russos terão "protegido, dirigido, facilitado e pagado aos piratas informáticos criminosos" para levarem a cabo ataques cibernéticos nos Estados Unidos e noutros países, incluindo o acesso a várias contas de jornalistas e funcionários do Governo russo.

Segundo a acusação, estes dois espiões, um russo e outro com dupla nacionalidade do Canadá e do Cazaquistão, terão também tentado aceder a contas de funcionários do Governo norte-americano e de empresas privadas de diversos países, incluindo dos Estados Unidos.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?