Ruínas do século III descobertas durante as obras do metro de Roma

Escavações para extensão da linha acabaram por revelar novos segredos sobre a antiga vida da cidade

As escavações para a construção de uma nova linha de metro em Roma, em Itália, levaram à descoberta de vestígios de um edifício, que deverá ser do início do século III, e do esqueleto de um cão com cerca de 1800 anos.

Arqueólogos fizeram a descoberta a 23 de maio, quando examinavam um buraco de 10 metros perto de antigas muralhas da cidade, e acreditam que o animal terá sido vítima do mesmo fogo que destruiu o edifício.

De acordo com o jornal britânico Guardian, o Ministério da Cultura italiano diz que encontrou uma "cena parecida com a de Pompeia".

Peritos dizem ainda que as ruínas encontradas podem ser da casa de um aristocrata ou de edifícios militares que já foram explorados, precisamente noutras escavações resultantes do alargamento da linha do metro.

"O fogo que parou a vida neste ambiente permite-nos imaginar a vida num preciso momento", afirmou Francesco Prosperetti, chefe do organismo responsável pelas ruínas e escavações em Roma.

"A descoberta de um teto de madeira queimada representa um evento único para a cidade de Roma", disse fonte do Ministério da Cultura.

O fogo que endureceu e manteve os vestígios descobertos em bom estado, preservou-os de uma forma raramente vista, frisaram os arqueólogos responsáveis.

Este tipo de descobertas é bastante importante para se perceber como viviam, mas também como construíam os romanos, à época de que se julga serem as ruínas e o esqueleto descobertos.

Roma tem uma limitada rede de metro porque as escavações e os trabalhos acabam por revelar várias vezes segredos arqueológicos de um dos impérios mais importantes que o planeta já viu.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Adriano Moreira

O relatório do Conselho de Segurança

A Carta das Nações Unidas estabelece uma distinção entre a força do poder e o poder da palavra, em que o primeiro tem visibilidade na organização e competências do Conselho de Segurança, que toma decisões obrigatórias, e o segundo na Assembleia Geral que sobretudo vota orientações. Tem acontecido, e ganhou visibilidade no ano findo, que o secretário-geral, como mais alto funcionário da ONU e intervenções nas reuniões de todos os Conselhos, é muitas vezes a única voz que exprime o pensamento da organização sobre as questões mundiais, a chamar as atenções dos jovens e organizações internacionais, públicas e privadas, para a necessidade de fortalecer ou impedir a debilidade das intervenções sustentadoras dos objetivos da ONU.