Roy Moore a Bill Clinton: quando sexo e política se misturam

Governo britânico perdeu este mês o ministro da Defesa por causa de uma mão no joelho de uma jornalista durante um jantar

Uma mulher acusou Roy Moore, o nomeado republicano ao cargo de senador do Alabama, de iniciar um encontro sexual com ela quando tinha 14 anos e ele 32, noticiou na quinta-feira o The Washington Post, o que levou destacados republicanos a defender que este deve afastar-se caso as alegações forem verdadeiras. Moore, de 70 anos, rejeitou as acusações, chamando-as de "completamente falsas e um ataque político desesperado".

O pedido de afastamento mais destacado veio da Casa Branca. "O presidente acredita que se estas alegações são verdade, o juiz Moore fará a coisa certa e afastar-se-á", afirmou Sarah Sanders, a porta-voz da administração Trump. Uma opinião partilhada pelo líder do Senado, o republicano Mitch McConnell.

Este caso é o mais recente, mas está longe de ser único na política mundial. No dia 1, o ministro da Defesa britânico, Michael Fallon, demitiu-se após admitir ter colocado a mãe no joelho de uma jornalista durante um jantar em 2002. De volta aos EUA, o do antigo congressista Anthony Weiner foi condenado em setembro a 21 meses de prisão por enviar mensagens sexualmente explícitas a uma menor. A primeira das suas indiscrições - sempre com imagens sexuais enviadas por sms - tinha levado à sua demissão do Congresso em 2011.

E claro, Bill Clinton, que teve um caso com a estagiária da Casa Branca Monica Lewinsky. O então presidente negou ter feito sexo "com aquela mulher", mas o famoso vestido azul com manchas suspeitas dizia o contrário.

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Adriano Moreira

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