Resgatados mais de 500 imigrantes na Andaluzia e Canárias

Imigrantes foram recolhidos entre a madrugada e a manhã de hoje

As autoridades marítimas espanholas resgataram entre a madrugada e a manhã de hoje 569 imigrantes que tentavam alcançar a costa espanhola a bordo de 21 "pateras" nas águas de Cádiz e Almeria, na Andaluzia, e nas Canárias. No entanto, o Salvamento Marítimo não descarta que possam aparecer mais, tanto mais que as condições climáticas são boas.

As contas são feitas pelas autoridades espanholas: 264 foram resgatadas no Estreito de Gibraltar, em 16 "pateras", 176 em Alborán e 129 nas Canárias.

De acordo com um porta-voz do Salvamento Marítimo, o centro coordenador de Almería recebeu às seis da manhã (cinco em Lisboa) uma chamada de alguém que dizia estar dentro de uma "patera" e a única coisa que sabia dizer sobre a sua localização era que via petroleiros parados muito próximo.

A maioria dos 289 resgatados na Andaluzia foram transportados para o porto de Tarifa, embora algumas das "pateras" tenham sido levadas para o porto de Barbate. Entre eles, encontram-se um elevado número de menores, alguns bebés, e mulheres.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?