Reino Unido opõe-se "a qualquer ideia de um exército da União Europeia"

"Há outros países que acreditam que (um exército único) atinge profundamente a soberania individual dos Estados membros", defendeu ministro britânico

O Reino Unido vai opor-se a qualquer plano da União Europeia para aumentar a cooperação militar que possa interferir com a NATO, apesar de estar prestes a abandonar a Europa, afirmou hoje o ministro da Defesa britânico.

"Vamos continuar a opormo-nos a qualquer ideia de um exército da União Europeia ou uma sede de um exército da União Europeia, que poderia simplesmente debilitar a NATO", disse Michael Fallon numa reunião com os 27 homólogos em Bratislava, onde os líderes europeus acordaram, no início do mês, aumentar os esforços militares conjuntos.

Fallon recordou também que não existe a maioria necessária para a formação de um exército único europeu, quando questionado se o Reino Unido tenciona vetar os planos sobre eventuais mudanças a nível militar. "Tal como nós, há outros países que acreditam que (um exército único) atinge profundamente a soberania individual dos Estados membros", acrescentou.

"Nós concordamos com a necessidade de se fazer mais. É preciso fazer frente ao terrorismo e às migrações mas duplicar ou minar a NATO é tomar o caminho errado para enfrentar os problemas", disse ainda o ministro da Defesa britânico.

Os países membros da União Europeia reuniram-se no dia 16 de setembro na capital da Eslováquia tendo sido discutido o futuro do bloco europeu no quadro do Brexit.

A Cimeira de Bratislava decidiu prolongar durante os próximos seis meses os contactos no sentido de se alcançar "uma nova visão" para a União Europeia, incluindo nos aspetos da cooperação na área da defesa.

Para Michael Fallon, o Reino Unido vai continuar a insistir na contribuição de Londres nas questões relacionadas com a defesa da Europa, no quadro da Aliança Atlântica.

"Nós estamos a abandonar a União Europeia mas continuamos empenhados na segurança da Europa e vamos estacar mais tropas para a Polónia e para a Estónia, no próximo ano", sublinhou o ministro da Defesa britânico.

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