Recebeu cabaz de Natal de 360 mil euros e ficou quase falido

Percentagem pedida pelas Finanças espanholas quase arruinou o vencedor de um grande prémio

Víctor Brun é um homem com muita sorte, mas ainda com mais azar. Vencedor de um "cabaz de Natal" através de um sorteio, Víctor recebeu dois carros, uma mota, viagens e mais produtos, muitos alimentares, num prémio cujo valor total era de cerca de 360 mil euros.

No entanto o que à partida parecia uma autêntica bênção rapidamente se tornou quase numa tragédia. É que as Finanças espanholas reclamaram um valor correspondente a quase metade do prémio, mais concretamente 46%, a pagar em duas vezes, de acordo com o Víctor, que ligou para um programa de televisão: "El Programa de Ana Rosa" da Telecinco.

A dívida, só em juros, já vai em 160 mil euros, a que se soma uma quantia semelhante relativa aos já referidos 46%. Ou seja, vencer o prémio quase que arruinou a vida de Víctor Brun.

Ao mesmo programa disse que tentou devolver o prémio, mas que as autoridades lhe disseram que já era dele e que tinha pagar tudo com o seu dinheiro. Víctor Brun, explica o ABC, devolveu o dinheiro e, ao mesmo tempo, foi obrigado a oferecer vários produtos a amigos e familiares por causa dos prazos de validade.

Tentou vender os carros que recebeu, mas a tentativa saiu-lhe frustrada, uma vez que os stands tinham direito a 20% do valor dos carros por estes já estarem matriculados.

Afirmou ainda que não vai participar em mais sorteios e que não pode pedir créditos aos bancos porque está como devedor nas finanças.

Exclusivos

Premium

história

A América foi fundada também por angolanos

Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.