Rajoy:"O que ameaça a Catalunha não é o artigo 155, mas sim o governo catalão

O presidente do Governo de Espanha pediu ao Senado a aplicação daquele artigo

Mariano Rajoy pediu hoje no Senado a destituição do presidente, vice-presidente e conselheiros da Generalitat. Numa intervenção em que enumerou os perigos das ideias independentistas da Catalunha, o presidente do Governo de Espanha garantiu que "o que ameaça a Catalunha não o artigo 155.º mas sim o Governo da Generalitat".

Numa intervenção que durou cerca de 45 minutos, Mariano Rajoy considerou que se está perante uma "situação excecional" e repetiu a ideia de que acionar o artigo 155.º, aquele que permite suspender a autonomia da Catalunha, "não é contra" aquela região, "mas para evitar que se abuse" da mesma.

O chefe de governo defendeu que as leis foram "ignoradas, revogadas e violadas". "Foi aprovada uma nova legalidade, sem qualquer competência para o fazer, e privaram-se os membros da oposição de o ser", defendeu, Rajoy, para quem este "é o maior atropelo à democracia, com exceção do golpe de Estado de 1981".

Mariano Rajoy, que culpou Puigdemont pela ativação do artigo 155.º, salientou que além de ter sido instituída "uma nova legalidade", ainda se ignorou o Tribunal Constitucional e defendeu que na Catalunha "se torna santa a vontade dos que têm a maioria".

O Senado espanhol deverá aprovar hoje as medidas a aplicar na Catalunha para travar a crise independentista, com alguns partidos a criarem margem para surpresas de "última hora", nomeadamente uma proposta de eleições antecipadas vinda do governo regional.

As medidas - propostas pelo Governo em Madrid devido à insistência do executivo regional em avançar para a independência - incluem, entre outras, a destituição do presidente e dos ministros do governo regional catalão (Generalitat) e uma convocação forçada de eleições no menor espaço de tempo possível.

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