Rajoy assegura que não irá colocar condições ao PSOE

Comissão de gestão já decidiu que o PSOE não vai tentar formar Governo, mas ainda não é certo se vai permitir formação de Governo

O presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, assegurou hoje em Torremolinos que não irá colocar quaisquer condições ao PSOE para este se abster e permitir que seja, mais uma vez, investido como chefe do executivo.

"Eu não vou pedir-lhe [ao presidente da comissão de gestão do PSOE] nenhuma condição. No último debate no parlamento disse que o melhor é um Governo de coligação; se não querem, vamos chegar a acordo sobre sete ou oito grandes assuntos; e se não, ao menos que nos deixem governar", disse Mariano Rajoy.

Espanha parece mais próxima da possibilidade de formação de um Governo e de evitar novas eleições depois da demissão no sábado passado de Pedro Sánchez do lugar de secretário-geral do PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol) que recusava deixar passar, através da abstenção, um novo Governo do PP (Partido Popular, de direita).

Depois de dois anos à frente do PSOE, Pedro Sánchez não resistiu às críticas de vários "barões" do partido à sua liderança.

O setor crítico a Sánchez impôs a criação de uma comissão de gestão, presidida por Javier Fernández, para dirigir o PSOE até à escolha de um novo secretário-geral.

Essa comissão de gestão já decidiu que o PSOE, ao contrário do que Sánchez pretendia, não vai tentar formar Governo, mas ainda não é certo se, através de uma abstenção, vai permitir que Mariano Rajoy forme um novo Governo.

Na quarta-feira, o chefe da bancada do PP no parlamento, Rafael Hernando, defendeu que uma possível abstenção do PSOE não devia ser meramente "estratégica", mas sim "útil para que haja um executivo que possa governar e uma legislatura estável".

As declarações hoje de Mariano Rajoy vêm esclarecer a posição do PP, que poderia estar interessado em novas eleições, visto que, tudo indica, sairia beneficiado em caso de novas eleições.

"Quando possa, terei uma conversa com ele [o presidente da comissão de gestão do PSOE] para ver qual é a posição do PSOE, mas penso que temos de dar tempo", declarou Rajoy, acrescentando que "não pode ser demasiado tempo, porque fazer novas eleições é um disparate".

Se o impasse político em Madrid não for desbloqueado até 31 de outubro próximo, o rei Felipe VI terá de dissolver o parlamento nacional e convocar novas eleições.

Se isso acontecer, serão as terceiras eleições legislativas que se realizam no espaço de um ano, depois de na primeira consulta, em 20 de dezembro de 2015, e na segunda, em 26 de junho deste ano, as quatro principais forças políticas espanholas (PP, PSOE, Unidos Podemos e Cidadãos) não terem conseguido chegar a um acordo para formar Governo.

Relacionadas

Últimas notícias

Brand Story

Tui

Mais popular

  • no dn.pt
  • Mundo
Pub
Pub