Quis burlar o Estado Islâmico. Tribunal alemão condenou-o

Refugiado sírio prometeu fazer ataques na Alemanha a troco de 180 mil euros. Procuradores queriam condenação por terrorismo

Um refugiado sírio na Alemanha foi condenado a dois anos de prisão por tentar burlar o Estado Islâmico. A decisão do tribunal de Saarbruecken está a gerar controvérsia por poder ser vista como uma forma de proteger o grupo extremista, que tem vindo a perpetrar ataques terroristas no ocidente.

Hassan A., de 39 anos, cabeleireiro sírio refugiado na Alemanha, estabeleceu contactos com o Estado Islâmico, tendo prometido realizara ataques terroristas naquele país a troco de 180 mil euros, segundo conta a Reuters. O dinheiro nunca chegou a ser transferido e o homem nunca efetuou qualquer ataque.

O Ministério Público alemão pedia uma condenação por participação em atividade terrorista, mas o tribunal entendeu condenar o homem apenas por burlar o Estado Islâmico, exigindo dinheiro a troco de uma missão que não planeava realizar. Hassan A. foi condenado a dois anos de prisão.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

O populismo entre nós

O sucesso eleitoral de movimentos e líderes populistas conservadores um pouco por todo o mundo (EUA, Brasil, Filipinas, Turquia, Itália, França, Alemanha, etc.) suscita apreensão nos países que ainda não foram contagiados pelo vírus. Em Portugal vários grupúsculos e pequenos líderes tentam aproveitar o ar dos tempos, aspirando a tornar-se os Trumps, Bolsonaros ou Salvinis lusitanos. Até prova em contrário, estas imitações de baixa qualidade parecem condenadas ao fracasso. Isso não significa, porém, que o país esteja livre de populismos da mesma espécie. Os riscos, porém, vêm de outras paragens, a mais óbvia das quais já é antiga, mas perdura por boas e más razões - o populismo territorial.