Quénia elege primeira mulher 'presidente' do Governo num programa de TV

É um concurso para incentivar a participação das mulheres. Os quenianos vão eleger a primeira mulher 'presidente' do Governo por mensagens telefónicas para um programa de televisão que é emitido desde janeiro no país.

Os quenianos elegem esta quarta-feira à noite a primeira mulher 'presidente' do Governo, não através das tradicionais eleições, mas por mensagens telefónicas para um programa de televisão que é emitido desde janeiro no país.

No programa "Sra. Presidente", do canal privado KTN, que tem o formato de concurso, mais de mil mulheres dos 20 aos 70 anos de diferentes etnias competem e treinam para serem a próxima presidente do Governo.

Este concurso é uma iniciativa para incentivar a participação política das mulheres num país que nunca teve uma mulher na liderança política e que tem leis de igualdade de género que não são cumpridas.

Hoje à noite haverá cinco mulheres a competir para obter o título de "Sra. Presidente" e serão os espectadores a eleger a vencedora deste programa produzido por Media Focus on Africa e financiado pela União Europeia.

As finalistas, que são de diferentes religiões e etnias, oriundas de várias partes do Quénia, já se encontraram com o Presidente do país, Uhuru Kenyatta, no palácio presidencial, e tiveram que fazer testes para demonstrar as suas capacidades sociais e de liderança, confiança, eloquência e participaram ainda em debates eleitorais.

Segundo a agência Efe, a Constituição do Quénia, de 2010, estabelece que devem ser tomadas medidas para que não mais de 2/3 dos lugares parlamentares possam ser ocupados por pessoas do mesmo sexo, e requer que a lei deve ser aplicada em assembleias locais e no órgão eleitoral.

Nas últimas eleições de 2017, todos os candidatos eram homens, e dos 47 governadores provinciais que existem no Quénia, apenas três são mulheres.

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Maria Antónia de Almeida Santos

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De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.