Quem apanhou o manifestante foi... o embaixador

Ex-sargento-de-armas do Parlamento canadiano - o homem que, em 2014, abateu o terrorista que cometeu um atentado naquela instituição - voltou ao "ativo" durante alguns minutos durante cerimónia oficial

O sargento-de-armas Kevin Vickers foi pela primeira vez notícia em outubro de 2014, quando neutralizou um terrorista, Michael Zehaf-Bibeau, que entrou armado no Parlamento canadiano após ter assassinado um guarda. O ato valeu a Vickers uma ovação de pé nesta câmara e, mais tarde, a nomeação como embaixador do Canadá na Irlanda.

Esta quinta-feira, Kevin Vickers voltou a ser notícia, e mais uma vez por não hesitar no momento em que é preciso intervir.

No ano em que se celebra o centenário da Revolta da Páscoa de 1916, a República da Irlanda tem realizado várias cerimónias de homenagem aos seus soldados mortos nessa insurreição contra o domínio britânico. Mas esta quinta-feira, no cemitério militar Grangegorman, os irlandeses quiseram também lembrar os mortos do outro lado das barricadas.

Uma cerimónia rara que foi realizada com todas as honras, mas que não agradou a todos. Um homem levantou-se, gritou "Isto é um insulto" e invadiu a zona onde decorria o ato oficial.

Intervém Kevin Vickers, convidado enquanto embaixador mas que de um momento para o outro se transformou em oficial de segurança. O momento foi captado em vídeo:

O manifestante acabou por ser imobilizado pelo embaixador e depois detido pelas autoridades. Segundo o jornal Irish News, após o incidente, a cerimónia prosseguiu.

Na assistência estavam ainda personalidades como o ministro dos Negócios Estrangeiros, Charlie Flanagan, a ministra do Desenvolvimento Regional, Heather Humphreys e o embaixador britânico no país, Dominick Chilcott.

Mas nenhum teve a iniciativa do canadiano, já saudado com orgulho pelos seus compatriotas nas redes sociais:

Ler mais

Exclusivos

Premium

Daniel Deusdado

"Petróleo, não!" Nesta semana já estivemos perto

1. Uma coisa é termos uma vaga ideia de quão estupidamente dependemos dos combustíveis fósseis. Outra, vivê-la em concreto. Obrigado aos grevistas. A memória perdida sobre o "petróleo" voltou. Ficou a nu que temos de fugir dos senhores feudais do Médio Oriente, das oligopolísticas, campanhas energéticas com preços afinados ao milésimo de euro e, finalmente, deste tipo de sindicatos e associações patronais com um poder absolutamente desproporcionado.