Quarto ativista chinês condenado a 3 anos de prisão com pena suspensa

O ativista deu-se como culpado e foi condenado por oposição ao Estado

Um tribunal no norte da China condenou esta sexta-feira um ativista a três anos de prisão com pena suspensa, por "subversão do poder do Estado", como parte de uma campanha de Pequim contra advogados dos Direitos Humanos.

Trata-se do quarto julgamento esta semana, na sequência da "campanha 709", assim designado por ter ocorrido a 9 de julho do ano passado, e que resultou na detenção de 200 pessoas.

O ativista Guo Hongguo assumiu-se culpado, perante um tribunal de Tianjin, informou a agência noticiosa oficial Xinhua, que o define como o "sócio do líder de uma igreja clandestina".

Já Zhou Shifeng, o diretor do escritório de advogados Fengrui, que prestava serviços a vítimas de abusos sexuais, membros de grupos religiosos proibidos na China e dissidentes, foi condenado na quinta-feira a sete anos de prisão.

Também Hu Shigen e Zhai Yanmin, ambos ativistas, foram condenados a sete anos e meio de prisão e três anos com pena suspensa, respetivamente, ambos acusados do mesmo crime.

Os julgamentos decorreram sob forte vigilância policial, com vários polícias fardados ou vestidos à civil nas imediações do tribunal, segundo descreveu a imprensa estrangeira.

As autoridades cortaram os acessos ao tribunal, até cerca de 300 metros de distância, e os jornalistas foram forçados a deixar o local.

A Amnistia Internacional alertou na quinta-feira que Pequim mantém sob custódia da polícia mais 14 ativistas, entre os quais 10 estão acusados também de subversão, uma acusação muito grave na China, cuja pena máxima é prisão perpétua.

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