Pyongyang acolhe grande cerimónia após congresso do partido único

Milhares de pessoas, entre civis e militares, encheram a praça Kim Il-sung, da capital

A Coreia do Norte organizou hoje uma cerimónia que juntou uma multidão em Pyongyang para celebrar as conquistas do país, um dia depois da conclusão do VII Congresso do Partido dos Trabalhadores, o primeiro em 36 anos.

Milhares de pessoas, entre civis e militares, encheram a praça Kim Il-sung, da capital, que normalmente acolhe este tipo de eventos e onde o líder norte-coreano permaneceu de pé no palco ao lado das principais figuras do regime, numa cerimónia transmitida em direto pela televisão estatal KCTV.

Kim Yong-nam, de 88 anos, presidente da Assembleia Popular Suprema e chefe de Estado honorífico do país, pronunciou um primeiro discurso em que não poupou elogios aos dirigentes da dinastia Kim e lisonjeou o progresso económico e militar do país.

As massas, dispostas em módulos na praça, decorada com símbolos do partido (foice, martelo e o pincel) e cartazes de propaganda, aplaudiram com fervor.

O ato coloca um ponto final ao congresso do Partido dos Trabalhadores, o primeiro realizado em 36 anos e sob a liderança de Kim Jong-un, que chegou ao poder em 2011 quando tinha menos de 30 anos.

O encontro serviu para ratificar o papel de Kim dentro do regime e a chamada política "Byeongjin", de desenvolvimento económico e nuclear.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Adriano Moreira

O relatório do Conselho de Segurança

A Carta das Nações Unidas estabelece uma distinção entre a força do poder e o poder da palavra, em que o primeiro tem visibilidade na organização e competências do Conselho de Segurança, que toma decisões obrigatórias, e o segundo na Assembleia Geral que sobretudo vota orientações. Tem acontecido, e ganhou visibilidade no ano findo, que o secretário-geral, como mais alto funcionário da ONU e intervenções nas reuniões de todos os Conselhos, é muitas vezes a única voz que exprime o pensamento da organização sobre as questões mundiais, a chamar as atenções dos jovens e organizações internacionais, públicas e privadas, para a necessidade de fortalecer ou impedir a debilidade das intervenções sustentadoras dos objetivos da ONU.