Delegação da Coreia do Norte chegou a Seul

Esta é a primeira visita de responsáveis norte-coreanos à Coreia do Sul em quatro anos.

Uma delegação da Coreia do Norte chegou hoje a Seul para conhecer os locais e preparar as iniciativas culturais previstas para os Jogos Olímpicos de Inverno, que se realizam em fevereiro na Coreia do Sul.

Esta é a primeira visita de responsáveis norte-coreanos à Coreia do Sul em quatro anos.

As televisões da Coreia do Sul mostraram um grupo de sete responsáveis chefiada por Hyon Song-Wol, líder de um grupo feminino de música pop muito popular na Coreia do Norte, quando atravessava em autocarro a fronteira entre os dois países.

A Coreia do Norte informou na sexta-feira a Coreia do Sul de que tinha decidido suspender a visita desta delegação artística para preparar os eventos culturais previstos à margem dos Jogos Olímpicos de Inverno, que vão ser realizados em PyeongChang entre 09 de fevereiro e 25 de fevereiro.

Contudo, no sábado acabou por assegurar a Seul que enviaria a delegação, depois de a Coreia do Sul ter instado o regime norte-coreano a explicar as razões por que tinha suspendido a decisão de enviar uma delegação para preparar os eventos culturais.

A Coreia do Norte aceitou na semana passada participar nos Jogos Olímpicos de Inverno em PyeongChang, que fica cerca de 80 quilómetros a sul da zona desmilitarizada, que divide a península coreana.

O acordo entre Pyongyang e Seul, que estão tecnicamente em guerra há mais de 65 anos, para as Olimpíadas de Inverno foi possível depois de o líder norte-coreano, Kim Jong-un, ter levantado a possibilidade, durante a sua mensagem de Ano Novo, de a Coreia do Norte enviar uma delegação à competição.

Este acordo também marcou o restabelecimento da comunicação entre as duas Coreias, algo que não acontecia desde 2016, e representa um apaziguamento do clima de tensão dos últimos meses suscitado pelos diversos testes de mísseis balísticos e pelo programa nuclear de Pyongyang.

Ler mais

Premium

João Almeida Moreira

Bolsonaro, curiosidade ou fúria

Perante um fenómeno que nos pareça ultrajante podemos ter uma de duas atitudes: ficar furiosos ou curiosos. Como a fúria é o menos produtivo dos sentimentos, optemos por experimentar curiosidade pela ascensão de Jair Bolsonaro, o candidato de extrema-direita do PSL em quem um em cada três eleitores brasileiros vota, segundo sondagem de segunda-feira do banco BTG Pactual e do Instituto FSB, apesar do seu passado (e presente) machista, xenófobo e homofóbico.

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.