Putin estuda reabertura de bases militares em Cuba e no Vietname

Cuba e Vietname são antigos aliados comunistas de Moscovo e foram dois pontos quentes da Guerra Fria

A Rússia está a estudar a reabertura de bases militares em Cuba e no Vietname, antigos aliados comunistas de Moscovo, afirmou hoje o vice-ministro da Defesa russo, Nikolai Pankov.

As antigas bases militares soviéticas e russas nestes dois territórios estiveram ativas até ao início da década de 2000.

"Estamos a trabalhar nisso", referiu Nikolai Pankov em declarações aos jornalistas, sem precisar mais detalhes sobre as negociações.

Cuba e Vietname foram dois pontos quentes da Guerra Fria, já que tanto a então União Soviética como os Estados Unidos tinham bases militares nestes dois países estratégicos.

A intenção de recuperar as bases navais russas nestes dois países já tinha sido anunciada pelas autoridades russas há quatro anos, quando Havana e Moscovo voltaram a ativar a cooperação.

Pouco tempo depois de ter chegado ao poder em 2001, o Presidente russo, Vladimir Putin, encerrou a base de espionagem situada em Lourdes, aberta em 1967 e que era o último remanescente da presença em massa soviética em Cuba. Na altura, a decisão do líder russo foi recebida com estranheza pelos círculos militares.

Em dezembro de 2008, uma frota russa liderada pelo contratorpedeiro anti-submarinos Almirante Chabanenko abriu um novo capítulo ao atracar em Havana pela primeira vez desde 1991.

Nos últimos anos, os dois países têm tentado restabelecer a estreita cooperação que Moscovo e o regime de Havana mantiveram durante a época da União Soviética.

O Kremlin (sede da Presidência russa) saudou o restabelecimento das relações diplomáticas entre Cuba e os Estados Unidos, anunciado em julho de 2015, mas insiste no levantamento do embargo financeiro e económico norte-americano a Havana, em vigor desde 1962.

Ler mais

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

Premium

Rogério Casanova

Três mil anos de pesca e praia

Parecem cagalhões... Tudo podre, caralho... A minha sanita depois de eu cagar é mais limpa do que isto!" Foi com esta retórica inspiradora - uma montagem de excertos poéticos da primeira edição - que começou a nova temporada de Pesadelo na Cozinha (TVI), versão nacional da franchise Kitchen Nightmares, um dos pontos altos dessa heroica vaga de programas televisivos do início do século, baseados na criativa destruição psicológica de pessoas sem qualquer jeito para fazer aquilo que desejavam fazer - um riquíssimo filão que nos legou relíquias culturais como Gordon Ramsay, Simon Cowell, Moura dos Santos e o futuro Presidente dos Estados Unidos. O formato em apreço é de uma elegante simplicidade: um restaurante em dificuldades pede ajuda a um reputado chefe de cozinha, que aparece no estabelecimento, renova o equipamento e insulta filantropicamente todo o pessoal, num esforço generoso para protelar a inevitável falência durante seis meses, enquanto várias câmaras trémulas o filmam a arremessar frigideiras pela janela ou a pronunciar aos gritos o nome de vários legumes.