Putin admite hipótese de a Rússia se descontectar da Internet global

A intenção não é desligar o país do mundo, mas sim criar uma área digital russa que reforce a soberania do país

O Presidente russo, Vladimir Putin, admitiu esta quarta-feira a possibilidade de a Rússia deixar de estar conectada globalmente na Internet, se houver ameaças externas à segurança nacional.

No final do discurso anual do estado da nação hoje, no Parlamento russo, falando aos jornalistas, Vladimir Putin admitiu tomar aquela decisão, referindo que as consequências serão políticas e económicas e terão impacto nos serviços secretos dos outros países.

O Presidente russo defendeu que o país deve desenvolver e fazer investimentos na área do digital, "uma das principais áreas de desenvolvimento do mundo", e que não tem intenção de desligar o país do mundo global, mas que o importante é reforçar a soberania do país.

"Quanto mais soberania, incluindo em território digital, melhor", sublinhou.

No discurso anual sobre o estado da nação, Vladimir Putin prometeu que os russos vão sentir já este ano melhorias no nível de vida e uma das primeiras medidas do seu Governo será o aumento dos pagamentos sociais para apoiar as famílias jovens.

O Presidente russo prometeu ainda reduções fiscais, taxas de hipoteca mais baixas e subsídios de moradia para famílias com vários filhos.

O líder russo também enfatizou a necessidade de combater a pobreza, dizendo que 19 milhões dos cerca de 147 milhões de habitantes da Rússia vivem abaixo da linha oficial da pobreza, atualmente o equivalente a cerca de 160 dólares (141 euros) por mês.

O discurso do Presidente russo aos parlamentares russos foi o primeiro desde a sua reeleição em março de 2018, para um quarto mandato que termina em 2024 e que deve ser seu último de acordo com a Constituição.

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É procurador no Tribunal de Cascais há 25 anos. Escolheu sempre a área de família e menores. Hoje ainda se choca com o facto de ser uma das áreas da sociedade em que não se investe muito, quer em meios quer em estratégia. Por isso, defende que ainda há situações em que o Estado deveria intervir, outras que deveriam mudar. Tudo pelo superior interesse da criança.