Puigdemont voltará à Bélgica para liderar governo paralelo

Antigo presidente do governo catalão deverá acionar o chamado Conselho da República

Sem mandato europeu de captura, Carles Puigdemont deverá voltar à Bélgica "nos próximos dias" para pôr em marcha o Conselho da República, uma espécie de governo paralelo a partir do qual pretende governar a Catalunha como seu presidente, avança esta sexta-feira diário espanhol ​​​​​​El Mundo, citando o porta-voz do Junts Per Catalunya, Albert Batet.

Waterloo será o destino provável de Carles Puigdemont. A localidade belga deveria ser a sede do executivo que ex-presidente da Generalitat quis montar fora da Catalunha, e que não chegou a acontecer devido à sua detenção na Alemanha.

Carles Puigdemont fundou um novo partido na última semana - Crida Nacional per la República e, esta quinta-feira, dia 18, uma vez conhecida a decisão do juiz Pablo Llarena de recusar extraditar o ex-presidentpor gestão danosa celebrou a "fraqueza imensa da causa judicial" da tentativa de o julgar por rebelião e instou o magistrado espanhol a "revogar a prisão preventiva" aos políticos envolvidos na organização do referendo de 1 de Outubro que não saíram de Espanha.

O mesmo gesto pediu ontem o presidente da Generalitat, Quim Torra, que também pergunta ao Estado "como pensa recompensar os cidadãos afetados por uma perseguição infundada".

Puigdemont não deve pisar França, recomenda o seu advogado

O advogado do ex-presidente da Generalitat acredita que o mandato de captura europeu poderá voltar assim que Llarena "se tenha carregado de razões", disse à rádio RAC1, Gonzalo Boye acrescentou que Puigdemont deverá voltar à Catalunha "num espaço de tempo razoável" e "para surpresa de muitos será antes do que alguns esperam".

A decisão de Llarena permite a Puigdemont circular por todo o mundo sem perigo de extradição, exceto em Espanha. Mas Boye também não aconselha França ao ex-President nem aos outros dirigentes políticos que se encontram no estrangeiro. "Eu não lhe recomendaria que fosse a França. Falámos bastante e acreditámos que há uma liberdade de movimentos bastante ampla mas em França acontecem umas pecularidades em matéria de cooperação com Espanha e acreditamos que é necessário arriscar".

O advogado tinha rejeitado, via Twitter, e em resposta a Inés Arrimadas, líder dos Ciudadanos da Catalunha, que Puigdemont seja forçado a regressar a Espanha com a decisão do juiz Pablo Llarena.

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