Puigdemont pode renunciar e abrir caminho a Jordi Sànchez

Ideia é uma investidura simbólica em Bruxelas, propondo para a presidência o n.º 2 do Junts per Catalunya, que está preso

O plano B de Carles Puigdemont passa por ser investido em Bruxelas de forma simbólica já na próxima semana e depois afastar-se e designar Jordi Sànchez, número dois da lista do Junts per Catalunya (JxCat), como candidato à presidência da Generalitat. Uma solução que traria novos problemas, já que Sànchez, ex-líder da Assembleia Nacional Catalã, está preso em Madrid. A informação é do jornal La Vanguardia.

A Mesa do Parlamento catalão decidiu ontem não avançar com a proposta de alteração da Lei da Presidência, pedida pelo JxCat para permitir a investidura de Puigdemont à distância. Primeiro, e para evitar uma nova intervenção do Tribunal Constitucional, querem ouvir os juristas do Parlamento. A oposição acusa os independentistas de estarem a bloquear o processo, que está suspenso desde que esse tribunal decidiu que a investidura à distância não era possível. O Constitucional exigiu ainda que Puigdemont peça autorização prévia ao juiz Pablo Llarena, do Supremo Tribunal, para poder ser eleito presidente.

Há dias falava-se que o plano B de Puigdemont era a sua ex-diretora de campanha Elsa Artadi, mas segundo o El Confidencial a Esquerda Republicana da Catalunha terá recusado. Avançaria assim Sànchez, apesar de até agora Llarena ter sempre recusado os pedidos para que os deputados detidos possam ir ao Parlamento catalão. Contudo, em 1987, o etarra Juan Carlos Yoldi foi autorizado a deixar a prisão preventiva para participar na sessão no Parlamento basco em que seria eleito o próximo lehendakari, uma vez que era o candidato do Herri Batasuna.

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