Publicitário de Dilma entrega-se à polícia

João Santana e a mulher chegaram hoje da República Dominicana. Estão detidos no âmbito da operação Lava Jato.

O publicitário brasileiro João Santana, responsável pelas três últimas campanhas presidenciais do Partido dos Trabalhadores (PT, no poder), suspeito no escândalo de corrupção da Petrobras, entregou-se hoje à Polícia Federal.

Santana e a mulher, Monica Moura, desembarcaram às 09:20 locais (12:20 em Lisboa) em Cumbica, São Paulo, oriundos da República Dominicana, e foram levados pelas autoridades policiais para Curitiba.

Ambos foram detidos um dia depois de lhes ter sido decretada a prisão temporária, no âmbito da 23.ª fase da Operação Lava Jato.

Segundo o Ministério Público brasileiro, Santana terá recebido cerca 2,7 milhões de euros entre 2012 e 2013, pagos pela construtora Odecrecht, alegadamente envolvida nos casos de corrupção da Petrobras.

A justiça também confiscou um apartamento do publicitário, enquanto investiga se o imóvel foi pago com dinheiro retirado de uma conta secreta na Suíça.

O alegado pagamento de subornos realizado por grandes companhias a ex-funcionários da Petrobras em troca de contratos, investigado pela operação Lava Jato, já levou a prisão de dezenas de políticos e empresários no Brasil.

Além da Odebrecht, cerca de vinte outras companhias são investigadas pelos procuradores.

Entre os políticos supostamente envolvidos nos casos estão o presidente da Camada dos Deputados, Eduardo Cunha, e o presidente do Senado, Renan Calheiros.

O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto já foi condenado a 15 anos de prisão por envolvimento no caso.

José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil do Governo de Luiz Inácio Lula da Silva, também é arguido do caso Lava Jato, mas ainda aguarda sentença.

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