Professor dispara durante aula sobre armas seguras

Incidente na Califórnia causou um ferido ligeiro. E o professor, que é ex-polícia foi suspenso, por ter usado arma carregada na aula

Um professor disparou acidentalmente uma arma durante uma aula sobre segurança com armas de fogo. O disparo, na escola secundária de Seaside, no norte da Califórnia, EUA, foi em direção ao teto, mas acabou por ferir um aluno de 17 anos.

Por esclarecer está se as lesões foram provocadas por estilhaços do projétil ou partes do teto que caiu, refere a CNN. O pai do jovem falou à televisão local KSBW, onde disse que compreendia que tudo não tinha passado de um acidente. O incidente acabou, porém, por mudar a visão de Fermin Gonzales em relação à proposta do presidente norte-americano, Donald Trump, para dar armas os professores.

"Estava inclinado para aceitar que houvesse pessoas armadas nas escolas, no caso de aconteceu alguma coisa. AMas depois de hoje, percebo porque é que as pessoas defendem que não deve haver armas nas escolas", referiu Fermin Gonzales. "Se houver um acidente, podem morrer pessoas", acrescentou.

O professor, Dennis Alexander, que foi polícia, foi suspenso de funções como professor. "Devem existir muitas perguntas na cabeça dos pais, neste momento, como porquê que um professor apontou uma arma carregada para o teto em frente a alunos", salientou o superintendente PK Diffenbaugh. Em causa está o protocolo de segurança, segundo o qual a arma não deveria estar carregada.

Este incidente aconteceu um dia antes das marchas de estudantes contra as armas de fogo e em homenagem das vítimas do liceu da Floria.

Ler mais

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.