Primeiro-ministro húngaro desmente acordo com Merkel sobre acolhimento de refugiados

O primeiro-ministro nacionalista húngaro Viktor Orban assegurou hoje que não existe nenhum acordo com o governo alemão sobre o acolhimento de refugiados que vão ser expulsos da Alemanha.

"É o rumor político de sempre, não existe nenhum acordo", explicou hoje o primeiro-ministro magiar à agência noticiosa MTI.

Através de um texto de oito páginas, a chanceler alemã Angela Merkel notificou hoje os parceiros da grande coligação, a União Social Cristã bávara (CSU) e o Partido social-democrata (SPD) que no decurso da cimeira europeia de quinta-feira e sexta-feira garantiu o compromisso de 14 parceiros comunitários para acelerar o repatriamento de migrantes da Alemanha para esses países.

Esta medida está incluída no Acordo de Dublin, onde se prevê que o processo de pedido de asilo de um refugiado é da responsabilidade do país da União Europeia (UE) ao qual acedeu inicialmente, através do espaço Schengen.

Esta medida pretende evitar que muitos refugiados e migrantes se dirijam para o norte da Europa pelo facto de o seu primeiro requerimento de asilo não ter sido aceite, ou por procurarem melhores condições, como sucede com a Alemanha.

Os 14 países mencionados no documento de Merkel são a Hungria, Polónia, República Checa, Bélgica, Dinamarca, Estónia, França, Finlândia, Lituânia, Letónia, Luxemburgo, Holanda, Portugal e Suécia.

De acordo com o portal informativo "napi.hu", o chefe do Governo checo, Andrej Babis, também desmentiu a informação.

Os países do grupo de Visegrad (Hungria, República checa, Polónia e Eslováquia), recusam a entrada de migrantes e opõem-se ao sistema europeu de recolocação de refugiados.

Na recente cimeira de Bruxelas os líderes europeus chegaram a acordo para a criação de "centros de acolhimento" de refugiados em território da UE, mas sem designarem qualquer local no imediato, e no reforço do controlo nas fronteiras externas da União.

Ler mais

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.