Primeira demissão no Brasil. Bebianno foi 50 dias ministro

Um esquema de financiamento de candidaturas a eleições em que algumas nem avançaram fez a primeira baixa no governo de Jair Bolsonaro.

O presidente do Brasil Jair Bolsonaro demitiu o ministro da Secretaria-Geral da Presidência Gustavo Bebianno, anunciou o porta-voz da Presidência da República brasileira. De acordo com Otávio Rêgo Barros o general na reserva Floriano Peixoto Neto vai ser o novo responsável pela pasta substituindo Bebianno que esteve 50 dias no cargo.

Esta decisão - "do foro íntimo do nosso presidente", como frisou o porta-voz - surge na sequência de uma crise que no governo brasileiro devido a notícias do jornal Folha de São Paulo sobre a existência de um esquema de entrega de verbas para financiar candidaturas às eleições estaduais que não se terão concretizado e que envolvem o Partido Social Liberal (PSL) a que pertence Gustavo Bebbiano (e Bolsonaro) que se tornou o primeiro ministro a deixar o governo de Bolsonaro, que tomou posse a 1 de janeiro.

Na conferência onde anunciou a saída deste ministro, o porta-voz da presidência leu uma nota de Bolsonaro onde este agradeceu a "dedicação" de Bebianno e lhe desejou "sucesso".

"O excelentíssimo senhor presidente da República Jair Messias Bolsonaro decidiu exonerar nesta data, do cargo de ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, o senhor Gustavo Bebianno Rocha. O senhor presidente da República agradece sua dedicação à frente da pasta e deseja sucesso em sua nova caminhada", declarou Otávio Rêgo Barros.

De acordo com o site G1 (da rede Globo) Bebbianno também já tinha entrado em choque com um dos filhos do presidente brasileiro, Carlos, que usou a internet para dizer que o ministro agora demitido mentiu ao dizer que tinha falado com o presidente sobre este assunto. Chegou mesmo, tal como o pai, a divulgar um áudio no qual, segundo a notícia, o presidente dizia a Bebbiano que não podia falar com ele.

Bebianno era considerado um dos homens de confiança de Bolsonaro ao ponto de ter sido um dos coordenadores da campanha eleitoral do presidente no ano passado.

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