Presidente do Uzbequistão nos cuidados intensivos devido a hemorragia cerebral

Líder está em estado estável

O presidente do Uzbequistão, Islam Karimov, de 78 anos e há 27 no poder, sofreu uma hemorragia cerebral e está internado numa unidade de cuidados intensivos, informou hoje uma das filhas.

"O meu pai foi hospitalizado depois de sofrer uma hemorragia cerebral no domingo de manhã e está agora a ser tratado numa unidade de cuidados intensivos", escreveu Lola Karimova-Tillyaeva, embaixadora uzbeque na UNESCO, no Instagram.

"O seu estado é considerado estável, mas é cedo para fazer prognósticos sobre a sua saúde futura", acrescentou.

O conselho de ministros do Uzbequistão tinha informado no domingo que o líder estava hospitalizado, num comunicado divulgado pela agência estatal, UzA, que não dava pormenores.

O antigo 'aparatchik' soviético, acusado por organizações de defesa dos direitos humanos de reprimir brutalmente qualquer dissidência, lidera o Uzbequistão desde 1989, antes da independência da URSS de 1991.

Karimov, que foi reeleito em 2015 com mais de 90% dos votos, não tem um sucessor conhecido e o país nunca teve um processo eleitoral considerado justo e livre por organismos internacionais.

A filha mais velha do presidente, Gulnara, outrora vista como potencial sucessora, caiu em desgraça depois de criticar publicamente membros da família e responsáveis políticos.

Gulnara foi colocada em prisão domiciliária em 2014, depois de ter acusado a mãe e a irmã mais nova de bruxaria, comparado o pai a Estaline e acusado o poderoso chefe dos serviços de segurança de corrupção.

Islam Karimov foi criado num orfanato na antiga cidade de Samarcanda. Estudou engenharia mecânica, aderiu ao Partido Comunista e, em 1989, quando era ministro das Finanças, foi promovido ao cargo de primeiro secretário do partido no Uzbesquistão, ascendendo à liderança do país.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

Os aspirantes a populistas

O medo do populismo é tão grande que, hoje em dia, qualquer frase, ato ou omissão rapidamente são associados a este bicho-papão. E é, de facto, um bicho-papão, mas nem tudo ou todos aqueles a quem chamamos de populistas o são de facto. Pelo menos, na verdadeira aceção da palavra. Na semana em que celebramos 45 anos de democracia em Portugal, talvez seja importante separarmos o trigo do joio. E percebermos que há políticos com quem podemos concordar mais ou menos e outros que não passam de reles cópias dos principais populistas mundiais, que, num fenómeno de mimetismo - e de muito oportunismo -, procuram ocupar um espaço que acreditam estar vago entre o eleitorado português.