Presidente da Catalunha avisa governo que "não se renderá"

Quim Torra pediu ao novo primeiro-ministro espanhol para "assumir riscos, dialogar e negociar"

O presidente do Governo da Catalunha advertiu esta quarta-feira o chefe do executivo espanhol, Pedro Sánchez, que "não pretende render-se" na proposta de independência e o considerou "terrível" a escolha de Josep Borrell como ministro das Relações Exteriores.

No parlamento catalão, Quim Torra apelou a Pedro Sánchez que concorde em ""assumir riscos, dialogar e negociar", deixando claro que a sua condição para falar não pode ser pedir ao movimento de independência que renuncie aos seus objetivos.

"Nós continuamos. A democracia nunca se rende, o desejo de liberdade não se renderá. Nós não viemos aqui para nos render, este não é o ponto de partida para a negociação", afirmou

O presidente da Generalitat considerou ainda que a escolha de Josep Borrel para o cargo de ministro das relações Exteriores é "uma péssima notícia".

Quim Torra salientou que apesar de não ser este o Governo que "legitimamente governou o país e deu voz aos cidadãos", vai trabalhar para respeitar o resultado do referendo.

Ler mais

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.

Premium

João Taborda da Gama

Le pénis

Não gosto de fascistas e tenho pouco a dizer sobre pilas, mas abomino qualquer forma de censura de uns ou de outras. Proibir a vista dos pénis de Mapplethorpe é tão condenável como proibir a vinda de Le Pen à Web Summit. A minha geração não viveu qualquer censura, nem a de direita nem a que se lhe seguiu de esquerda. Fomos apenas confrontados com alguns relâmpagos de censura, mais caricatos do que reais, a última ceia do Herman, o Evangelho de Saramago. E as discussões mais recentes - o cancelamento de uma conferência de Jaime Nogueira Pinto na Nova, a conferência com negacionista das alterações climáticas na Universidade do Porto - demonstram o óbvio: por um lado, o ato de proibir o debate seja de quem for é a negação da liberdade sem mas ou ses, mas também a demonstração de que não há entre nós um instinto coletivo de defesa da liberdade de expressão independentemente de concordarmos com o seu conteúdo, e de este ser mais ou menos extremo.

Premium

Bernardo Pires de Lima

Em contagem decrescente

O brexit parece bloqueado após a reunião de Salzburgo. Líderes do processo endureceram posições e revelarem um tom mais próximo da rutura do que de um espírito negocial construtivo. A uma semana da convenção anual do partido conservador, será ​​​​​​​que esta dramatização serve os objetivos de Theresa May? E que fará a primeira-ministra até ao decisivo Conselho Europeu de novembro, caso ultrapasse esta guerrilha dentro do seu partido?

Premium

Catarina Carvalho

O populismo na campanha Marques Vidal

Há uma esperança: não teve efeito na opinião pública a polémica da escolha do novo procurador-geral da República. É, pelo menos, isso que dizem os estudos de opinião - o número dos que achavam que Joana Marques Vidal devia continuar PGR permaneceu inalterável entre o início do ano e estas últimas semanas. Isto retirando o facto, já de si notável, de que haja sondagens sobre este assunto.