Prémio Nobel hospitalizado e mulher encontrada morta

O casal tinha sido dado como desaparecido

Ei-ichi Negishi, de 82 anos, o vencedor do prémio Nobel da química em 2010, foi hospitalizado, após ter sido encontrado a vaguear no estado norte-americano do Indiana. Pouco depois, as autoridades encontraram a mulher, Sumire Negishi, morta, junto ao carro.

O casal tinha sido dado como desaparecido na segunda-feira.

A polícia encontrou-os na manhã de terça-feira, a 320 quilómetros da casa onde vivem num terreno que serve de aterro sanitário.

De acordo com o canal de televisão local WTHR, o casal dirigia-se para um aeroporto, mas terá ficado desorientado após o carro onde seguiam cair numa vala. Esta é, pelo menos, a versão contada pela família à estação de TV. Sumire Negishi terá ficado para trás enquanto o marido foi à procura de ajuda.

O aeroporto internacional de Rockford está localizado a cerca de 13 quilómetros do local onde os dois foram encontrados.

As autoridades estão agora a investigar as circunstâncias que levaram à morte da mulher do cientista japonês, que dá aulas na universidade de Purdue, Indiana.

Segundo a família, Sumire Negishi estava "no fim da sua batalha contra a doença de Parkinson".

Ler mais

Premium

João Gobern

País com poetas

Há muito para elogiar nos que, sem perspectivas de lucro imediato, de retorno garantido, de negócio fácil, sabem aproveitar - e reciclar - o património acumulado noutras eras. Ora, numa fase em que a Poesia se reergue, muitas vezes por vias "alternativas", de esquecimentos e atropelos, merece inteiro destaque a iniciativa da editora Valentim de Carvalho, que decidiu regressar, em edições "revistas e aumentadas", ao seu magnífico espólio de gravações de poetas. Originalmente, na colecção publicada entre 1959 e 1975, o desafio era grande - cabia aos autores a responsabilidade de dizerem as suas próprias criações, acabando por personalizá-las ainda mais, injectando sangue próprio às palavras que já antes tinham posto ao nosso dispor.