Praia de Fukushima reabre ao público seis anos após acidente nuclear

Era uma das praias mais populares do Japão e começou no passado fim de semana a receber os primeiros banhistas, desde março de 2011

A praia de Usuiso, localizada em Fukushima e uma das mais populares do Japão, reabriu ao público após a conclusão dos trabalhos de descontaminação radioativa, mais de seis anos depois da catástrofe nuclear.

A praia, que se encontra a 40 quilómetros da acidentada central de Fukushima Daiichi, começou no passado fim de semana a receber os primeiros banhistas desde março de 2011, informou o Governo da localidade de Iwaki, que organizou uma cerimónia para a ocasião.

Usuiso reabriu ao público depois de concluída a reconstrução das infraestruturas na costa, devastada pelo 'tsunami' que desencadeou o acidente nuclear, assim como a limpeza dos resíduos radiativos resultantes da catástrofe.

Os níveis de radiação na praia e na água do mar são equivalentes aos registados antes da catástrofe, indicaram as autoridades de Fukushima, que nos últimos anos tem levantado as restrições de acesso a muitas das áreas que ficaram contaminadas pelo acidente.

Usuiso, que recebia mais de 200.000 visitantes por ano, de acordo com dados das autoridades locais, é uma das 18 praias da região que foram encerradas ao público depois da catástrofe, das quais apenas três reabriram.

O desastre de 11 de março de 2011 no Japão causou 15.893 mortos e 2.553 desaparecidos, de acordo com o balanço oficial.

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Patrícia Viegas

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Em 2011, fazendo a cobertura das legislativas que deram ao PP de Mariano Rajoy uma maioria absoluta histórica, notei que quando perguntava a algumas pessoas do PP o que achavam do PSOE, e vice-versa, elas respondiam, referindo-se aos outros, não como socialistas ou populares, não como de esquerda ou de direita, mas como los rojos e los franquistas. E o ressentimento com que o diziam mostrava que havia algo mais em causa do que as questões quentes da atualidade (a crise económica e financeira estava no seu auge e a explosão da bolha imobiliária teve um impacto considerável). Uma questão de gerações mais velhas, com os fantasmas da Guerra Civil espanhola ainda presente, pensei.