Português da Guarda concorre ao Congresso dos Estados Unidos

"Santos ao Congresso" é o slogan do português que nasceu na Guarda e é o candidato do Partido Republicano à Câmara dos Representantes pelo estado de Connecticut.

Chama-se Manny (Manuel) Santos e entrou para a política ativa ao ser eleito para presidente da câmara de Meriden, no estado norte-americano de Connecticut. Esta terça-feira, os republicanos escolheram-no para as eleições de 6 de novembro e, se ganhar, será o primeiro luso-americano nascido em Portugal na Câmara dos Representantes.

Atualmente há três congressistas lusodescendentes, mas todos nasceram nos Estados Unidos. São eles Devin Nunes e David Valadao (republicanos) e Jim Costa (democratas), todos do estado da Califórnia.

"Os mais de 700 mil habitantes do distrito eleitoral 5 no estado norte-americano de Connecticut vão poder votar em novembro por um candidato com nome (e ADN) português", anuncia Manny Santos na sua candidatura, apresentando-se como alternativa de direita à atual ocupante do cargo, a democrata Elizabeth Esty.

"Nascido numa casa sem água corrente e eletricidade, Manny é uma história de sucesso americana. Cresceu numa das cidades mais pobres da América, onda ainda vive, entende o que aflige as comunidades urbanas e sabe como resolver os seus problemas", assim se apresenta ao eleitorado.

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João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

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Rogério Casanova

Três mil anos de pesca e praia

Parecem cagalhões... Tudo podre, caralho... A minha sanita depois de eu cagar é mais limpa do que isto!" Foi com esta retórica inspiradora - uma montagem de excertos poéticos da primeira edição - que começou a nova temporada de Pesadelo na Cozinha (TVI), versão nacional da franchise Kitchen Nightmares, um dos pontos altos dessa heroica vaga de programas televisivos do início do século, baseados na criativa destruição psicológica de pessoas sem qualquer jeito para fazer aquilo que desejavam fazer - um riquíssimo filão que nos legou relíquias culturais como Gordon Ramsay, Simon Cowell, Moura dos Santos e o futuro Presidente dos Estados Unidos. O formato em apreço é de uma elegante simplicidade: um restaurante em dificuldades pede ajuda a um reputado chefe de cozinha, que aparece no estabelecimento, renova o equipamento e insulta filantropicamente todo o pessoal, num esforço generoso para protelar a inevitável falência durante seis meses, enquanto várias câmaras trémulas o filmam a arremessar frigideiras pela janela ou a pronunciar aos gritos o nome de vários legumes.