População japonesa "encolheu" um milhão nos últimos 5 anos

O último censo confirmou que a população japonesa baixou pela primeira vez desde 1920

No censo anterior, realizado em 2010, os números revelavam que a população japonesa tinha parado de crescer. Agora, o país tem uma população de 127,1 milhões, menos 947 mil pessoas. É o primeiro declínio populacional registado desde 1920.

Projeções do governo japonês indicam que em 2060, cerca de 40% da população terá mais de 65 anos e que o país terá perdido um terço dos habitantes.

No total, das 47 prefeituras japonesas, apenas 8 registaram um aumento populacional, incluindo a capital Tóquio. De acordo com a televisão NHK, a região de Fukushima foi a que sofreu a maior queda populacional. Em 2011 a região foi palco de um desastre nuclear depois de a Central Nuclear de Fukushima ter sido atingida por um tsunami causado por um terramoto.

O primeiro-ministro Shinzo Abe tornou prioritário aumentar a taxa de natalidade de 1,4 para 1,8 crianças por mulher. Para um crescimento estável da população, nos países desenvolvidos é necessário uma taxa de 2,1 filhos por mulher.

Aliado à baixa taxa de natalidade, o rápido envelhecimento da população têm contribuído para a estagnação da economia. Investigadores preveem uma queda abrupta na classe trabalhadora e o consequente aumento da população envelhecida.

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Os aspirantes a populistas

O medo do populismo é tão grande que, hoje em dia, qualquer frase, ato ou omissão rapidamente são associados a este bicho-papão. E é, de facto, um bicho-papão, mas nem tudo ou todos aqueles a quem chamamos de populistas o são de facto. Pelo menos, na verdadeira aceção da palavra. Na semana em que celebramos 45 anos de democracia em Portugal, talvez seja importante separarmos o trigo do joio. E percebermos que há políticos com quem podemos concordar mais ou menos e outros que não passam de reles cópias dos principais populistas mundiais, que, num fenómeno de mimetismo - e de muito oportunismo -, procuram ocupar um espaço que acreditam estar vago entre o eleitorado português.