Polícias tiram selfies com criminoso para comemorar detenção

O detido era um dos mais procurados no país

Um grupo de Polícias Municipais do Brasil tirou selfies com um traficante após o ter apanhado, como forma de comemoração.

Rogério 157 - Rogério Avelino da Silva -, um dos mais procurados no país e que dominava a parte alta da Rocinha, foi preso na quarta-feira, dia 6 de dezembro, durante uma operação policial.

Segundo o Globo, as fotografias começaram por circular na aplicação de mensagens instantâneas para smartphone, WhatsApp. Nas imagens, tiradas na Cidade da Polícia, no Jacarezinho, no norte do Rio de Janeiro, os agentes posam sorridentes e ainda fazem um "V" de vitória com as mãos. O traficante, algemado, esboça também um sorriso numa das fotografias.

A assessoria de imprensa da Polícia Civil, em declarações ao Globo, referiu que os agentes responderão à Corregedoria Interna da Polícia Civil (Coinpoil).

Um delegado titular confessou não concordar com os "excessos dos policiais", justificando as selfies como um ato de "adrenalina". No entanto, foi descoberta uma fotografia sua em que fazia exatamente o mesmo: à frente, a tirar a selfie, com o criminoso algemado, na parte de trás de um carro.

Rogério 157 era um dos criminosos mais procurados no Brasil. A polícia oferecia uma recompensa de 50 mil reais (13 mil euros) quem ajudasse à sua captura.

Após a detenção do traficante, ouviram-se tiros na região do Valão, que um morador presumiu que tivessem sido disparados após os rivais do criminoso terem celebrado a sua prisão. Os habitantes, que receavam o início de uma "guerra", pareceram prevê-la.

De acordo com a direção da polícia militar, agentes foram enviados à favela para reforçar a segurança e antecipar uma luta entre gangues rivais e encontraram na noite de quarta-feira dois homens armados numa das ruas da Rocinha. Iniciou-se um confronto que terminou com a morte de dois supostos narcotraficantes.

Na operação, os soldados apreenderam duas pistolas, uma granada, 23 pacotes de canábis, carregadores e munições, de acordo com o boletim da polícia.

As autoridades também registaram tiroteios esporádicos em toda a Rocinha durante o dia de quarta-feira.
As Forças Armadas do Brasil participaram em diferentes operações nas últimas semanas em várias favelas do Rio de Janeiro em ações destinadas a combater a onda de violência sem precedentes que a cidade sofre desde a celebração dos Jogos Olímpicos de 2016.

A crise de segurança forçou o presidente brasileiro, Michel Temer, a enviar 10 mil soldados para reforçar a segurança no Rio de Janeiro com a perspetiva de permanecer na região até ao final de 2018.

Desde o início do ano, em todo o estado do Rio de Janeiro, houve cerca de 4.000 mortes em atos de violência, incluindo as de 124 polícias, de acordo com organizações da sociedade civil.

* com Lusa

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