"Pacote suspeito" encontrado em Westminster não era perigoso

Pacote investigado pela polícia tinha um pó branco que não era perigoso

A polícia britânica indicou que o "pacote suspeito" detetado hoje no Palácio de Westminster, sede do parlamento londrino, continha um pó branco "não perigoso".

O primeiro alerta foi dado às 11:36 de hoje, informou a polícia, que fechou o escritório onde foi detetado o pacote, mas permitiu que se continuasse com as atividades habituais no resto do parlamento.

A imprensa local descreveu cenas de "preocupação" perante a forte presença policial junto a Westminster, apesar de estarem poucos deputados no edifício, dado que a Câmara dos Comuns e dos Lordes se encontram fechadas estes dias para descanso.

"A polícia metropolitana [de Londres] investigou hoje um pequeno pacote que continha um pó branco nas dependências do parlamento. Concluiu-se que o pó não era perigoso", indicou a Scotland Yard.

A 22 de março do ano passado, o parlamento britânico interrompeu de forma urgente a sua sessão e fechou as entradas e saídas durante várias horas, quando um terrorista fez um ataque frente ao palácio de Westminster.

O atacante, que matou cinco pessoas, inclusive um dos polícias locais que asseguravam segurança no parlamento, foi morto a tiro quando tentava aceder ao edifício.

[Notícia atualizada às 16:55]

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Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.