Sobrevivente do holocausto assassinada em Paris

Mulher tinha 85 anos e terá sido alvo de um ataque antissemita

A polícia francesa está a investigar o assassinato de uma sobrevivente do holocausto. Mireille Knoll, de 85 anos, foi encontrada esfaqueada e queimada no seu apartamento, em Paris, na última sexta-feira, e as autoridades gaulesas acreditam que a mesma poderá ter sido alvo de um ataque antissemita.

O corpo da mulher judia foi encontrado depois da polícia e dos bombeiros terem sido chamados ao seu apartamento, que estava em chamas. Mireille Knoll, que vivia sozinha e sofria de Parkinson, foi então encontrada com marcas de esfaqueamento e parcialmente queimada. Após as primeiras investigações, um procurado do Ministério Público francês exigiu a detenção de dois suspeitos, um vizinho da vítima, de origem muçulmana, e outra pessoas suspeita de ter sido cúmplice.

Um dos filhos de Mireulle Knoll revelou já que um dos suspeitos era visita regular de Knoll, revelando a sua surpresa pela sua detenção. "Estamos em choque. Não entendo como alguém poderia matar uma mulher que não tem dinheiro e que mora num complexo de habitação social. Ele era tratado como um filho", disse o filho.

Já a sua neta, Noa Goldfarb, revelou na sua conta social Facebook que o suspeito é muçulmano. "A minha avó foi esfaqueada até a morte onze vezes por um vizinho muçulmano que ela conhecia bem, que fez questão de atear fogo à sua casa e deixar-nos sem nenhum objeto, carta ou fotografia dela. Tudo o que temos são nossas lágrimas e uns aos outros", escreveu.

Refira-se que Mireille Knoll era então uma das sobreviventes do holocausto, durante a 2ª Guerra Mundial, e conseguiu escapar ao nazismo, em Paris, após uma fuga em massa de judeus, em 1942, tendo fugido com a sua mãe para Portugal.

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Nuno Artur Silva

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