Polícia de Paris vai estar equipada com metralhadoras

O novo equipamento, que inclui coletes à prova de bala e escudos resistentes a balas de Kalashnikov, irá custar cerca de 17 milhões de euros

A polícia parisiense será equipada com metralhadoras e escudos resistentes a tiros de Kalashnikov, anunciou hoje o ministro do Interior, quase quatro meses após os atentados terroristas de 13 de Novembro que fizeram 130 mortos.

Esse tipo de armas, até agora reservadas às forças de intervenção de elite, permitirão aos elementos de algumas unidades policiais "intervir o mais rapidamente possível para reforçar as primeiras patrulhas, sobretudo quando confrontadas com assassínios em massa", disse o ministro, Bernard Cazeneuve.

"Alguns dos criminosos com que nos confrontamos já não hesitam em utilizar armamento pesado contra vós, e vós tendes de estar equipados com os meios para ripostar, e com proteção adequada", disse Cazeneuve aos agentes policiais numa esquadra parisiense.

Às unidades anticrime da polícia (BAC), que muitas vezes operam com roupas simples, sem equipamento especial, serão distribuídas metralhadoras 204 Heckler and Koch G36, cerca de 1.800 coletes à prova de bala e 241 escudos resistentes a balas de Kalashnikov.

O novo equipamento, que também inclui armas de atordoamento e outros itens, tem um valor estimado em 17 milhões de euros.

O investimento nos meios policiais ocorre depois de 'jihadistas' armados com Kalashnikov e bombistas suicidas terem atacado uma sala de concertos durante um espetáculo e alguns restaurantes e cafés em vários pontos da cidade de Paris, a 13 de Novembro de 2015, fazendo 130 mortos e centenas de feridos.

Um elemento das brigadas policiais anticrime - armado apenas com uma pistola - foi o primeiro a chegar à sala de concertos Bataclan, onde matou um dos 'jihadistas' que mataram 90 pessoas durante um concerto. Contudo, viu-se obrigado a retirar e aguardar por agentes policiais especializados, porque não estava suficientemente bem equipado para enfrentar os dois terroristas ainda vivos no edifício.

O ataque devastador levou as autoridades a instaurar o estado de emergência, que foi prolongado até ao fim de maio.

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