Polícia investiga tentativa de envenenamento do líder da igreja ortodoxa

Patriarca Elias II é uma das figuras mais respeitadas do país. Polícia deteve no aeroporto um sacerdote que administrava os bens da igreja Ortodoxa

O sacerdote Gueorgui Mamaladze, administrador dos bens da igreja ortodoxa da Geórgia, foi detido sob suspeita de tentar envenenar o patriarca Elias II, disse hoje o chefe dos Serviços de Proteção de Tbilissi à estação de televisão Imedi.

A Procuradoria-Geral da Geórgia também confirmou a detenção de Gueorgui Mamaladze adiantando ter sido efetuado um interrogatório ao chefe de segurança da igreja ortodoxa da Geórgia, não se conhecendo mais pormenores sobre o caso.

Entretanto, Anzor Chubinidze, responsável pelos Serviços de Proteção, acompanha o patriarca de 84 anos que se encontra hoje na Alemanha onde vai ser submetido a uma operação à vesícula.

"Decidi comandar pessoalmente a segurança a Elias II", disse Chubinidze acrescentando que o líder da igreja ortodoxa da Geórgia vai fazer parte da comitiva do primeiro-ministro da Geórgia na próxima visita oficial do chefe de Estado a Berlim.

De acordo com a estação de televisão georgiana Imedi, Mamaladze foi detido na sexta-feira passada no aeroporto de Tbilissi quando se preparava para embarcar num voo com destino à Alemanha porque pretendia acompanhar o patriarca.

Elias II, líder da igreja ortodoxa da Geórgia desde 1977 é apontado, por sondagens realizadas nos últimos anos, como a figura com maior prestígio do país.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

A "taxa Robles" e a desqualificação do debate político

A proposta de criação de uma taxa sobre especulação imobiliária, anunciada pelo Bloco de Esquerda (BE) a 9 de setembro, animou os jornais, televisões e redes sociais durante vários dias. Agora que as atenções já se viraram para outras polémicas, vale a pena revistar o debate público sobre a "taxa Robles" e constatar o que ela nos diz sobre a desqualificação da disputa partidária em Portugal nos dias que correm.

Premium

Rosália Amorim

Crédito: teremos aprendido a lição?

Crédito para a habitação, crédito para o carro, crédito para as obras, crédito para as férias, crédito para tudo... Foi assim a vida de muitos portugueses antes da crise, a contrair crédito sobre crédito. Particulares e também os bancos (que facilitaram demais) ficaram com culpas no cartório. A pergunta que vale a pena fazer hoje é se, depois da crise e da intervenção da troika, a realidade terá mudado assim tanto? Parece que não. Hoje não é só o Estado que está sobre-endividado, mas são também os privados, quer as empresas quer os particulares.