Polícia de Nova Iorque mata homem negro desarmado na rua

A vítima tinha uma doença mental

O gabinete do Procurador-Geral de Nova Yorque está a investigar a morte de um homem negro desarmado, atingido a tiro por polícias. Saheed Vassell estava a apontar um cano de metal a quem passava, em Brooklyn, e depois aos agentes, mas não tinha qualquer arma de fogo quando foi baleado.

A morte de Vassell, na quarta-feira, uma das várias filmadas de homens negros desarmados atingidos pela polícia, suscitou novos protestos e renovou o debate sobre a racismo no sistema de justiça criminal norte-americano.

"Estamos empenhados numa investigação independente, profunda e justa", disse Amy Spitalnick, porta-voz do procurador-geral de Nova Iorque, Eric Schneiderman, em comunicado na quinta-feira.

A polícia disse que Vassell foi morto por agentes que responderam a um alerta sobre um homem que estava a apontar uma arma a quem passava na rua. No local, segundo a polícia, Vassell agarrou no objeto com duas mãos como se fosse disparar.

Os agentes acharam que o suspeito estava a apontar uma arma de fogo, disse um oficial da polícia em conferência de imorensa na quarta-feira, e três polícias à paisana e um fardado dispararam 10 tiros. Vassell morreu no hospital.

Segundo os media locais, Vassell tinha 34 anos de idade e sofria de doença mental, sendo conhecido naquela parte do bairro de Crown Heights, em Brooklyn.

Esta morte ocorreu cerca de duas semanas após o assassinato por polícias de um homem negro desarmado, Stephon Clark, de 22 anos, em Sacramento, na Califórnia, que provocou mais de duas semanas de manifestações. No caso da Califórnia, os agentes estavam a responder a um alerta e mataram Clark no quintal de sua avó. Os policiais temiam que o jovem tivesse uma arma, mas tinha apenas um telemóvel.

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