PM húngaro considera "ridícula" reação da Comissão Europeia à lei de controlo de ONG

Se aceitasse os argumentos de Bruxelas, o Governo húngaro também seria "ridículo", disse o primeiro-ministro

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, considerou hoje "ridículo" o procedimento de infração aberto pela Comissão Europeia (CE) à Hungria após Budapeste ter aprovado uma polémica lei que regula o funcionamento das organizações não governamentais com financiamento estrangeiro.

"Se alguém ler o documento escrito pelos burocratas de Bruxelas sobre a Lei de ONG só pode rir. É tão ridículo que ninguém sabe o que fazer com ele", afirmou o líder conservador ultranacionalista húngaro.

A lei aprovada em junho estabelece, entre outras questões, que as ONG que receberem anualmente mais de 23.000 euros vindos de fora do país devem registar-se como "organizações financiadas a partir do estrangeiro", algo que a CE considera que viola o direito comunitário ligado à livre circulação de capitais.

Nesse sentido, Bruxelas anunciou quarta-feira que o procedimento de infração iniciado contra a Hungria passou para a segunda fase.

"Qualquer um pode perceber que se trata de uma questão política" e não técnica, Ada tendo a ver com os tratados da União Europeia (UEE), afirmou Orban, acrescentando que se aceitasse os argumentos de Bruxelas, o Governo húngaro também seria "ridículo".

"Somos um país sério", reforço o chefe do executivo magiar.

Para Orban, Bruxelas está "sob a influência" do magnata norte-americano George Soros, que o primeiro-ministro húngaro já o definiu como "inimigo político", opondo-se à ideia de "sociedades abertas" defendida pelo magnata, de origem magiar.

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