Primeiro-ministro húngaro acusa União Europeia de defender terroristas

Governante respondia a uma resolução do Parlamento Europeu, que criticou Hungria por condenar refugiado de 10 anos a prisão

O primeiro-ministro húngaro acusou hoje a União Europeia (UE) de defender terroristas devido a uma resolução do Parlamento europeu que critica a Hungria por ter condenado um refugiado sírio a 10 anos de prisão por insultar e ameaçar polícias.

"As evidentes mentiras de Ahmed H. (sírio condenado) são mais importantes para Bruxelas do que a segurança dos húngaros", disse Victor Orban num discurso no parlamento húngaro.

Orban afirmou ainda que "Bruxelas defende claramente os terroristas".

Ahmed H. foi considerado culpado de terrorismo em novembro e condenado a 10 anos de prisão por usar um megafone para insultar e ameaçar polícias húngaros, enquanto um grupo de refugiados tentava saltar a cerca na fronteira com a Sérvia.

A 17 de maio, o Parlamento europeu aprovou uma resolução que exigia ativar contra a Hungria o artigo 7.º do Tratado da UE por "grave violação dos valores europeus".

A resolução criticava, entre outras coisas, a condenação do sírio, que havia participado num protesto em meados de setembro, quando um grupo de refugiados tentou entrar a força na Hungria, que fechou a sua fronteira com a Sérvia com uma cerca.

"Enquanto eu for o primeiro-ministro, a cerca vai ficar" na fronteira, afirmou hoje Orban.

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