PM belga condena "violência cobarde e cega" em Liège

Charles Michel anunciou que irá visitar o local acompanhado pelo rei, Philippe

O Primeiro-Ministro belga condenou hoje o ato de "violência cobarde e cega" em Liège, onde um homem abateu dois polícias e um civil antes de ser morto pelas autoridades, e anunciou que deverá visitar o local, acompanhado pelo rei, Philippe.

"Violência cobarde e cega em Liège. Todo o nosso apoio às vítimas e seus entes queridos. Estamos a acompanhar a situação com os serviços de segurança e o centro de crise", escreveu Charles Michel na sua conta da rede social Twitter.

Dois polícias e um passageiro de um automóvel morreram na sequência de uma troca de tiros em Liège, a cerca de 100 quilómetros de Bruxelas, num caso que está a ser tratado como um ato terrorista.

Segundo a polícia local, dois outros agentes foram feridos e o autor dos disparos abatido.

Em conferência de imprensa, a Procuradoria do rei esclareceu que às 10:30 (09:30 de Lisboa) um homem com uma arma branca atacou dois polícias pelas costas, desferindo vários golpes, e desarmou-os, matando-os em seguida.

O atacante disparou depois sobre um jovem de 22 anos que se encontrava no lugar do passageiro numa viatura, tendo depois entrado numa escola secundária onde tomou uma mulher como refém.

O suspeito foi abatido quando saiu da escola disparando, tendo ainda ferido dois polícias nas pernas.

Autor dos disparos identificado

O jornal belga Le Soir revela que Benjamin Herman, de 33 anos, foi identificado como sendo o autor dos disparos. De nacionalidade belga, o suspeito tinha antecedentes criminais e teria ligações com indivíduos radicalizados.

Ler mais

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.