Centros de controlo: "Portugal não se candidata nem havia razões para isso"

António Costa desvalorizou o acordo alcançado em Bruxelas, durante a madrugada desta sexta-feira, em matéria de migrações, dizendo que ainda há trabalho a fazer para se perceber do que realmente se trata.

Num país com provas dadas, "em matéria de acolhimento", o primeiro-ministro considera que "não havia razões" para Portugal ser voluntário para acolher um centro de controlo de migrantes no seu território.

"Portugal não se candidata, nem havia razões para isso", esclareceu o primeiro-ministro, vincando que governa um país que "tem tido uma política coerente, constante, de responsabilidade em matéria de migrações".

Em Bruxelas

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Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.