Pelo menos 20 mortos em ataque do Estado Islâmico a santuário xiita na Síria

Dois bombistas suicidas fizeram-se explodir

Pelo menos 20 pessoas morreram depois de bombistas suicidas se fazerem explodir perto de um templo xiita nas proximidades da capital da Síria, num ataque já reivindicado pelo grupo 'jihadista' Estado Islâmico (EI).

A agência de notícias oficial Sana referiu que os dois suicidas, um deles num carro, atacaram na entrada do santuário de Sayyida Zeinab, que é reverenciado pelos xiitas em todo o mundo.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) divulgou que pelo menos 20 pessoas foram mortas, incluindo 13 civis, e mais de 30 ficaram feridas nas explosões.

Já a agência de notícias Sana afirmou que pelo menos 12 pessoas foram mortas e outras 55 ficaram feridas.

O ataque foi reivindicado através da agência de notícias Amaq, que divulga os comunicados do EI, referindo ainda que o atentado foi realizado por três bombistas suicidas.

O santuário, que fica a cerca de 10 quilómetros ao sul do centro de Damasco, é fortemente vigiado por forças pró-Governo, mas tem sido alvo de vários ataques 'jihadistas'.

O canal de televisão oficial Al-Ikhbariya da Síria mostrou imagens de carros queimados e cobertos por fumo negro nas proximidades do santuário.

Nos últimos meses, o santuário foi atacado outras vezes pelo EI, deixando centenas de mortos e feridos, a maioria civis.

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Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.