Pelo menos 11 mortos em atentado na Síria

Registaram-se duas explosões, a primeira causada por um suicida com um cinto de explosivos e a segunda por um carro armadilhado

Pelo menos 11 pessoas morreram hoje num atentado no bairro de Al Zahra, de maioria alauita, a que pertence o Presidente sírio, Bashar al-Assad, na cidade de Homs, no centro da Síria, informaram os media oficiais e ativistas.

A agência de notícias estatal Sana indicou que houve uma "explosão terrorista" contra um posto de segurança na rua Al Nil, em Al Zahra, onde pelo menos 11 pessoas morreram, incluindo vários civis e efetivos das forças de segurança.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) indicou que foram duas as explosões: a primeira foi gerada por um suicida com um cinto de explosivos e a segunda por um carro armadilhado.

A ONG reduziu o número de vítimas mas não indicou números.

Esta não foi a primeira vez que Al Zahra é alvo de um ataque deste tipo: no passado dia 28 de dezembro, 32 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas num duplo atentado neste bairro de Homs.

Há quase cinco anos que a Síria é palco de um conflito que já causou a morte de mais de 260.000 pessoas, segundo Observatório.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

Legalização da canábis, um debate sóbrio 

O debate público em Portugal sobre a legalização da canábis é frequentemente tratado com displicência. Uns arrumam rapidamente o assunto como irrelevante; outros acusam os proponentes de usarem o tema como mera bandeira política. Tais atitudes fazem pouco sentido, por dois motivos. Primeiro, a discussão sobre o enquadramento legal da canábis está hoje em curso em vários pontos do mundo, não faltando bons motivos para tal. Segundo, Portugal tem bons motivos e está em boas condições para fazer esse caminho. Resta saber se há vontade.

Premium

nuno camarneiro

É Natal, é Natal

A criança puxa a mãe pela manga na direcção do corredor dos brinquedos. - Olha, mamã! Anda por aqui, anda! A mãe resiste. - Primeiro vamos ao pão, depois logo se vê... - Mas, oh, mamã! A senhora veste roupas cansadas e sapatos com gelhas e calos, as mãos são de empregada de limpeza ou operária, o rosto é um retrato de tristeza. Olho para o cesto das compras e vejo latas de atum, um quilo de arroz e dois pacotes de leite, tudo de marca branca. A menina deixa-se levar contrariada, os olhos fixados nas cores e nos brilhos que se afastam. - Depois vamos, não vamos, mamã? - Depois logo se vê, filhinha, depois logo se vê...