"Foi o povo que venceu": Modi promete uma Índia inclusiva após vitória esmagadora

O Partido do Povo Indiano lidera a contagem em mais de 300 círculos eleitorais naquela que é a maior eleição realizada no país e no mundo - com mais de 900 milhões de potenciais eleitores.

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, e o seu partido nacionalista hindu BJP lideram esta quinta-feira a contagem de votos nas legislativas do país.

"Juntos crescemos. Juntos prosperamos. Juntos vamos construir uma Índia forte e inclusiva. A Índia volta a ganhar", escreveu Modi no Twitter.

Mais tarde e diante de uma multidão que se reuniu para o ouvir em Delhi, Modi afirmou: "Sinto-me tão orgulhoso de onde chegámos. Nunca iremos parar. Nunca nos curvaremos. O BJP vai sempre trabalhar para o bem do país". E acrescentou: "Nunca desistiremos dos nossos ideais, da nossa humildade e da nossa cultura."

"Este sucesso é dos agricultores que transpiram para alimentar os filhos. Estas são as pessoas bem-sucedidas. Este sucesso é dos sem-abrigo, que vão ter casas decentes nos próximos anos. Foi o povo que venceu, dedicamos humildemente esta vitória aos cidadãos deste país", exclamou o primeiro-ministro.

O líder do partido do Congresso admitiu entretanto a derrota. Rahul Gandhi assumiu a responsabilidade total pelos maus resultados. Recusando adiantar muito quanto às suas intenções para o futuro - os apoiantes querem que fique à frente do partido que foi o do bisavô Jawaharlal Nehru, da avó Indira Ganghi e do pai Rajiv, os críticos exigem a sua saída -, Rahul garantiu: "Vamos continuar o trabalho árduo e vamos acabar por vencer. Não há razões para temer".

O Partido Bharatiya Janata (BJP, ou Partido do Povo Indiano, no poder) lidera a contagem em mais de 300 círculos eleitorais, enquanto o seu principal rival, o Partido do Congresso, domina em menos de uma centena, de acordo com os resultados oficiais.

Perante estes números os apoiantes de Modi saíram às ruas para fazer a festa. Junto à sede ​​​​​​​do BJP em Delhi ouviram-se cânticos, distribuíram-se doces e lançou-se fogo de artifício.

Este escrutínio é visto como um referendo a Modi, uma figura polarizadora: amado por muitos e odiado por quase tantos que o acusam de reforçar as divisões na Índia.

A câmara baixa do Parlamento indiano conta 542 lugares, sendo que para formar governo um partido ou coligação precisa de 272 assentos.

A contagem dos votos arrancou às 08:00, depois de um escrutínio organizado em sete fases.

Durante seis semanas, entre abril e maio, 67% dos 900 milhões de eleitores indianos participaram na maior eleição já realizada no país - e no mundo.

As eleições tiveram início em 11 de abril, e foram vistas como um referendo a Modi, cujas reformas económicas não tiveram grande êxito, mas muito popular no país de 1,3 mil milhões de pessoas.

Com 68 anos, o filho de um vendedor de chá em Gujarat (oeste) chegou ao poder em 2014 e enfrentou neste escrutínio vários poderosos partidos regionais e o partido do Congresso, liderado pelo herdeiro da dinastia política Nehru-Gandhi, Rahul Gandhi.

De acordo com várias sondagens, divulgadas no domingo, Modi e o BJP vão conseguir um novo mandato de cinco anos.

Em 2014 o Partido o BJP elegeu 282 deputados, a sua maior vitória em 30 anos. Numa aliança com outros partidos, conseguiu mesmo dominar 336 lugares no Parlamento. O Partido do Congresso sofreu então a sua pior derrota de sempre desde a independência da Índia, em 1947.

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