Parlamento húngaro proíbe entrada de repórter que agrediu refugiados

Motivo da decisão está no facto de a jornalista ter insultado um deputado

O parlamento da Hungria decidiu proibir a entrada nas suas instalações da repórter de imagem húngara que em 2015 foi filmada a pontapear e rasteirar migrantes que fugiam da polícia perto da fronteira com a Sérvia, foi esta quinta-feira divulgado.

A jornalista Petra Laszlo, cuja atitude em 2015 horrorizou a opinião pública, está proibida de trabalhar nas instalações da câmara legislativa húngara depois de ter insultado um deputado durante uma entrevista, segundo explicou o chefe de imprensa do parlamento, Zoltan Szilagyi.

O responsável precisou que a interdição será aplicada ao resto do atual período legislativo que termina em meados de dezembro.

Em janeiro último, e perante os factos ocorridos em 2015, Petra Laszlo foi condenada a três anos de pena suspensa por conduta imprópria.

Nas imagens que correram mundo podia ver-se a repórter de imagem húngara a rasteirar um homem que corria com uma criança ao colo e também a pontapear uma outra criança que fugia.

Nesta nova polémica, Petra Laszlo - que trabalha atualmente num site pró-governamental - envolveu-se numa discussão, na segunda-feira passada, com um deputado do partido de extrema-direita Jobbik, identificado como Gyorgy Szilagyi.

O deputado em questão disse que não queira falar com os jornalistas do site (pestisracok.hu), argumentando que este órgão é um meio de propaganda do governo de Bupadeste.

Durante os incidentes de 2015, Petra Laszlo trabalhava no canal N1TV, próximo do Jobbik.

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