Francisco admite "erros graves" na avaliação aos abusos sexuais no Chile

O papa Francisco convidou vítimas a ir a Roma. Culpou a falta de "informação verdadeira e equilibrada" pelo seu erro de avaliação

O papa Francisco admitiu esta quarta-feira ter cometido "erros graves" na avaliação do escândalo de abusos sexuais no Chile e convidou as vítimas que tinha desacreditado a ir a Roma para que lhes possa pedir perdão.

Num documento extraordinário publicado hoje, o papa também convocou os bispos do Chile para uma reunião de emergência no Vaticano nas próximas semanas para discutir o escândalo, que prejudicou a sua reputação e a da igreja chilena.

O papa Francisco culpou a falta de "informação verdadeira e equilibrada" pelo seu erro na avaliação do bispo Juan Barros, que o levou a defender o bispo apesar das acusações das vítimas de que o padre chileno testemunhou e ignorou os abusos.

O papa enviou o mais respeitado investigador de abusos sexuais do Vaticano, o arcebispo Charles Scicluna, para investigar o escândalo.

Apesar de o documento não revelar as conclusões de Charles Scicluna, o papa deixou claro que os bispos precisam de "reparar o escândalo sempre que possível e restabelecer a justiça".

Ler mais

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

Diário de Notícias

A ditadura em Espanha

A manchete deste dia 19 de setembro de 1923 fazia-se de notícias do país vizinho: a ditadura em Espanha. "Primo de Rivera propõe-se governar três meses", noticiava o DN, acrescentando que, "findo esse prazo, verá se a opinião pública o anima a organizar ministério constitucional". Explicava este jornal então que "o partido conservador condena o movimento e protesta contra as acusações que lhe são feitas pelo ditador".