Papa ferido em acidente no papamóvel

"Dei uma pancada. Estou bem, não sinto nada", disse Francisco, tranquilizando os fiéis que se encontravam no local.

O papa Francisco, que hoje termina a sua visita à Colômbia, sofreu um pequeno golpe na cara, ao cortar-se no vidro do papamóvel quando saudava uma criança, durante um percurso pelo bairro de San Francisco, em Cartagena.

Francisco ficou ferido na sobrancelha e na maçã do rosto esquerda e recebeu assistência do comandante da polícia do Vaticano, Doménico Giani, tendo depois prosseguido o seu programa em Cartagena das Índias.

O papa está bem, magoou-se no vidro do papamóvel, tem um golpe por cima da sobrancelha e da maçã do rosto e foi-lhe aplicado gelo

Neste bairro da cidade de Cartagena, o papa pediu a bênção para aqueles que ajudam os mais desfavorecidos.

O líder da Igreja Católica chegou à praça de São Francisco, neste bairro, um dos mais pobres da cidade, onde residem essencialmente habitantes afro colombianos, e ali pronunciou uma breve oração.

O papa saudou dezenas de habitantes deste bairro e visitou a casa de Lorenza, uma mulher que se dedica a dar abrigo a pessoas de São Francisco.

Francisco regressou depois ao papamóvel para se dirigir para a igreja de São Pedro Claver, no centro histórico de Cartagena, onde rezará perante as relíquias do jesuíta espanhol do século XVII e fará a oração do Angelus.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?