Fazer um aborto é como "contratar um assassino", critica o papa

Francisco falava aos fiéis no Vaticano na audiência geral desta quarta-feira

"Como é que pode ser terapêutico, cívico ou simplesmente humano um ato que suprime a vida humana? Eu pergunto-vos: é justo acabar com uma vida humana para resolver um problema? É justo contratar um assassino para resolver um problema?", perguntou o papa à multidão reunida na Praça de São Pedro, no Vaticano.

"Não se pode, não é justo livrar-se de um ser humano, mesmo pequeno, para resolver um problema. É como contratar um assassino para resolver um problema", acrescentou Francisco na audiência geral desta quarta-feira.

Numa homilia dedicada ao mandamento "Não matarás", o chefe da igreja católica improvisou em relação ao texto que tinha preparado e criticou "a depreciação da vida humana", com as guerras, a exploração e a exclusão.

O papa argentino já antes criticara o aborto. Depois de a interrupção voluntária da gravidez ter sido aprovada pela Argentina, Francisco comparou o aborto às práticas dos nazis. E apelou às famílias para que aceitassem para aceitarem os filhos que Deus lhes der.

Estas palavras duras geraram uma campanha na Argentina e em agosto milhares de pessoas deixaram a igreja católica em protesto.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Daniel Deusdado

Começar pelas portagens no centro nas cidades

É fácil falar a favor dos "pobres", difícil é mudar os nossos hábitos. Os cidadãos das grandes cidades têm na mão ferramentas simples para mudar este sistema, mas não as usam. Vejamos a seguinte conta: cada euro que um português coloca num transporte público vale por dois. Esse euro diminui o astronómico défice das empresas de transporte público. Esse mesmo euro fica em Portugal e não vai direto para a Arábia Saudita, Rússia ou outro produtor de petróleo - quase todos eles cleptodemocracias.

Premium

Brexit

"Não penso que Theresa May seja uma mulher muito confiável"

O diretor do gabinete em Bruxelas do think tank Open Europe afirma ao DN que a União Europeia não deve fechar a porta das negociações com o Reino Unido, mas considera que, para tal, Theresa May precisa de ser "mais clara". Vê a possibilidade de travar o Brexit como algo muito remoto, de "hipóteses muito reduzidas", dependente de muitos fatores difíceis de conjugar.